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Esta postagem foi publicada em 4 de junho de 2010 e está arquivada em Colunas, Informática.

Intel: melhorando e simplificando

Se eu pedir para você descrever um computador, virá em sua mente aquela imagem característica de tela, teclado e mouse. Mas nessa descrição não aparece o componente que podemos definir como o principal: o processador! E como a Intel, que é a líder absoluta na venda de processadores para PCs, com mais de 80% do mercado (em segundo lugar aparece a AMD), recentemente lançou uma nova família desses dispositivos, é importante conhecermos quais são novas opções.
Os processadores são muitas vezes definidos como o “cérebro” do computador. É uma boa definição, pois são eles os responsáveis pelas instruções e decisões lógicas que permitem aos computadores realizar tudo o que deles esperamos. Cada mensagem na tela, cada letra digitada, tudo passa por processamentos e decisões dos softwares utilizados naquele instante. E veja bem: independentemente da marca de computador que você adquirir, a chance de que o cérebro dele seja Intel é de mais de 80%.
A nova família de processadores é baseada na arquitetura “nehalem”, mas comercialmente denominados de forma muito simples: temos o i3, o i5 e o i7. Quanto maior o número, maior a capacidade do processador. Essas novas denominações devem facilitar a vida de quem está escolhendo um novo equipamento – isso era uma das intenções da Intel – pois as denominações anteriores viraram uma salada de frutas: Dual Core, Core 2 Duo, Core 2 Quad, entre outras. Mas a estratégia dos vários “core” (núcleos) em um único processador, permitindo a execução de mais de um processo ao mesmo tempo, continua firme nesses novos processadores “i”.
Vantagens dos novos processadores? Vamos lá: controle aprimorado sobre consumo de energia, com estratégias muito interessantes, tais como diminuir ou aumentar a velocidade do processamento (clock) de acordo com a tarefa em andamento (pode inclusive desligar um dos núcleos – os core – quando ociosos). A maior diferença entre os modelos para notebooks e os para computadores de mesa são as velocidades de processamento: para economizar bateria, os modelos para notebooks têm clock mais baixo. Mas quando necessário, eles se “transformam” em processadores mais velozes, através da tecnologia turbo boost, que é a capacidade do processador, por conta própria, aumentar sua velocidade.
Outra grande novidade é que alguns dos novos modelos têm um controlador de vídeo integrado ao processador, isto é, o vídeo “on-board” é controlado pelo processador e não pela placa-mãe. Isso pode aumentar sensivelmente a velocidade do computador, pois diminui o tempo de tráfego interno de dados na máquina.
Então vamos nos acostumando: cada vez mais veremos computadores modelo “i”, e cada vez menos “core”.

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