Melissa Vilches, 29 anos, é natural de Porto Alegre. Noiva de Ciro José Gimelli (29), é formada em Ciências Biológicas, especialista em Educação Ambiental e mestre em Qualidade Ambiental. É diretora de Meio Ambiente de Taquara, coordenadora do Projeto Dourado e interlocutora do programa Pró-Sinos no município.
De onde surgiu seu interesse pelo meio ambiente?
Morei num sítio em Taquara até os cinco anos e minha infância foi no meio dos animais. Meu interesse surgiu desde criança, por gostar muito desse convívio com a natureza. Assim, não teria melhor área do que a biologia para mim. Também fui influenciada por dois professores do Colégio Santa Teresinha, a Juliana e o Zenar (Schein).
Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Em 2003, me formei em Ciências Biológicas na Unisinos, mas, antes disso, já lecionava a matéria de Ciências no município (contrato emergencial). Em 2005, iniciei minha especialização e em 2006 fiz o primeiro concurso público, quando comecei a criar um vínculo maior com a Prefeitura de Taquara. Trabalhei na escola Emílio Leichtweis (Emel) até o ano passado, educandário do qual também fui vice-diretora. Em 2007 fiz o mestrado e neste ano assumi a Diretoria de Meio Ambiente de Taquara.
O que representa para você a atual função que está exercendo?
Me senti muito prestigiada pelo convite do prefeito Délcio, pois é muito importante poder atuar na minha área de formação e contribuir de alguma forma para a melhoria do meio ambiente na cidade em que moro.
Fale sobre seu envolvimento com projetos ligados à área ambiental.
Durante a graduação, eu já desenvolvia projetos de pesquisa na universidade e, depois, na Emel (escola Emílio Leichtweis), realizei trabalhos com os alunos na área da educação ambiental. No município também sou coordenadora do Projeto Dourado e interlocutora do Pró-Sinos. O que me motiva a fazer esse trabalho é a tentativa de melhorar o ambiente em que vivemos, através da mudança de hábitos antigos das pessoas e da sensibilização das crianças para que possam se tornar cidadãos mais conscientes.
Como você vê a sensibilização das pessoas frente às questões ambientais?
É difícil, pois se trata de um processo muito lento. Já com as crianças é mais fácil, pois o trabalho nesta área bate muito em questões culturais.
Quais são suas impressões de Taquara?
É uma cidade acolhedora, onde se pode viver com tranquilidade. É perto de tudo, está em processo de crescimento e tem apenas alguns pontos que podem ser melhorados, como as próprias questões ambientais.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou muito comprometida com aquilo que faço em todas as áreas. Também sou muito romântica, principalmente na área ambiental, pois ainda acredito muito em mudanças. Tudo o que faço é com sinceridade e por inteiro.
O que gosta de fazer em suas horas vagas?
Principalmente sair para conhecer lugares novos. Gosto de sair para dançar e dar atenção a meu noivo.
Como o conheceu e o que mais admira nele?
Foi numa festa em Novo Hamburgo. Admiro a forma com que ele vê a vida, a sinceridade, a honestidade, a dedicação e o companheirismo, além do seu talento na culinária.
O que a tira do sério: desigualdade social, prepotência e mentira.
Estilo musical: rock (é mais do coração) e sertanejo (é mais para se divertir).
Prato predileto: pizza e massas em geral.
Um lugar: tenho vontade de conhecer a Austrália.
Uma habilidade: lidar com animais.
Uma lembrança marcante: o tempo em que morava no sítio e tinha mais convívio com a natureza.
Uma mania: colecionar carrinhos da Hot Wheels.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: “Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome” (Mahatma Gandhi).


