
O Hospital São Francisco de Assis (HSFA), de Parobé, realizou, na madruada desta quinta-feira (27), a sua primeira captação de órgãos para transplante. O diagnóstico foi procedido pela equipe de emergência da casa de saúde parobeense, coordenada pelo médico Alexandre Farret, com apoio da Organização Estadual de Procura de Órgãos (OPO), que apoia os hospitais e se reporta à Central de Transplantes. Segundo as informações, o procedimento de captação de órgãos foi realizado pela equipe transplantadora da Santa Casa de Misericórdia, de Porto Alegre, que se deslocou a Parobé.
Conforme a diretora-técnica do Hospital São Francisco, Caroline Salim, no Brasil, existe uma legislação que regulamenta os transplantes, que são todos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cada estado tem uma Central de Transplantes, porém com uma lista única. Quando há um doador, a Central de Transplantes roda a lista pra ver quem está à espera daquele órgão. “Poder contribuir com o transplante de órgãos é um passo muito importante para o Hospital São Francisco de Assis”, declara.
A doação atendeu ao desejo da família, que transformou a dor da perda em esperança para outras pessoas que dependem do transplante para viver. Para que todo o processo tivesse sucesso, a atuação rápida da equipe do Hospital São Francisco após o diagnóstico do paciente foi muito importante para a manutenção dos órgãos. Foram doados os dois rins e o fígado.
Conforme uma enfermeira do HSFA que participou do processo, foi momento difícil e doloroso para família, mas a emoção tomou conta de todos com a possibilidade salvar outras vidas. “Foi impactante fazer parte deste momento histórico para o hospital. Entendemos, nos solidarizamos e sentimos a dor da família, mas como profissional me sinto honrada e grata em ter participado deste processo”, relata a profissional.
Segundo a médica Caroline, no Brasil ainda existe muita negativa familiar à doação por desinformação. “As famílias ainda tem muitas dúvidas. Poucos sabem, por exemplo, que um doador pode salvar até oito vidas”, declara. Ela ainda reforça que o diagnóstico de morte encefálica é um diagnóstico de óbito. São realizados três testes por médicos diferentes, sendo dois testes clínicos e o terceiro de imagem do cérebro, não deixando dúvidas.


