
Moradora da localidade do Morro Negro, interior de Taquara, Maria Eduarda Vianna Correia, mais conhecida como Dudinha, tem 13 anos e sofre com as sequelas da Síndrome de Cornélia de Lange. Preocupados com o avanço da doença, que provoca uma série de comprometimentos físicos, cognitivos e neurológicos, Denise Silva Vianna e Fábio Júnior dos Santos Correia estão lutando contra o tempo para arrecadar R$ 200 mil, o valor necessário para a cirurgia que poderá salvar a vida de sua filha.
Também denominada como Síndrome de Brachmann de Lange ou Nanismo de Amsterdam, a síndrome está ligada a mutações espontâneas, como atraso no crescimento e no desenvolvimento da criança, além de anomalias e malformações ósseas.
De acordo com Denise, a doença foi descoberta em 2010, diagnosticada por uma equipe do Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, e, desde então, a menina precisa tomar medicamento controlado, além de realizar acompanhamento com fisioterapeuta para tentar estabilizar a coluna.
“Em fevereiro de 2017 minha filha recebeu o diagnóstico de escoliose tridimensional, que deixa a curvatura da coluna em S. Quando diagnosticada estava com 62°, atualmente está com 130° aproximadamente, e vem progredindo cada dia mais”, conta a mãe da Dudinha.

Além da dificuldade motora, essa progressão no grau da coluna faz com que a caixa torácica se modifique, comprimindo os órgãos e agravando ainda mais a situação da criança, que estuda no 5º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Arlindo Martini e também na Escola de Educação Especial Lucas Sauer, ambas em Taquara.
Dudinha está na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar a sua cirurgia, indicada pelos médicos Felipe Ribeiro Ledur e Cláudio Alan Garcia Castilho, da equipe do médico Samuel Conrad, do Hospital da Criança Santo Antônio, pertencente ao Complexo Hospitalar da Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre.
“Essa cirurgia permitirá que nossa menina volte a correr e brincar, como uma criança normal, tendo uma vida sem dores. O problema é que pelo SUS é muito demorado e a Dudinha não poderá esperar muito tempo. Essa compressão que a caixa torácica está causando em seus órgãos, se não for contida a tempo, poderá causar a morte de nossa filha”, lamenta Denise.

Pais de outra menina, de um ano e dois meses, a dona de casa e o motorista estão recebendo a ajuda de familiares e amigos, promovendo uma série de ações, como a realização de galetos e distribuição de caixinhas de troco solidário no comércio local, na tentativa de arrecadar os R$ 200 mil necessários para que Dudinha faça a cirurgia com atendimento particular.
“Esse valor, além de custear as despesas com médico, anestesista e hospital, também será utilizado nos gastos do pós-operatório, com colete ortopédico e consultas com fisioterapeuta. E o mais importante: vai salvar a vida da minha filha”, destaca a mãe da Dudinha.
Quem quiser contribuir, com qualquer valor, poderá ainda acessar o Vakinha, site brasileiro destinado a financiamento coletivo de projetos através de doações de seus usuários online, no link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/todos-pela-dudinha-denise-silva-vianna?fbclid=IwAR27J17AMG9rRuVLFcMe-YWOBaXmm4OAx35Fgb3mJ3xglcgZ31k05ZLOc1U.
E quem tiver interesse de conversar com a família da Dudinha, e combinar outras formas de contribuir com o tratamento da criança, pode entrar em contato pelo telefone (51) 98541-1791, e falar com Denise.



