Hoje venho nesse espaço novamente reivindicar melhorias para minha querida Taquara, mas antes venho em público dizer que assim o faço por gostar demais do lugar onde nasci e porque quero ver a minha cidade em destaque na mídia, mas de uma forma agradável, não pela desgraça ou desleixo.
Antes vou citar uma passagem do Hino a Taquara, na qual Eldo Klain assim escreveu: “Se algum dia alguém me pedisse / Pra dizer qual na terra o paraíso / Eu diria, feliz e contente:/ É Taquara, a capital do sorriso/ (…)
Será que temos realmente motivos para sorrir com o estado deplorável em que se encontram nossas ruas? Digo isso porque venho acompanhando as reclamações feitas por muitos moradores de nossa cidade, os quais usam a imprensa falada e escrita para fazerem suas reclamações.
Por que venho bater na mesma tecla, se tantos outros já o fizeram e até agora nada ou muito pouco tem sido feito? Pois, confesso que o que pude constatar no último feriado de Corpus Christi foi desolador. O fato se deu ao oferecer carona a uma amiga que estava em minha casa nesse dia, e a resposta que ela me deu foi esta: “Eu moro lá no fundão do loteamento Campestre, as ruas estão muito ruins por lá e ainda bem que não está chovendo, senão seria ainda pior, acho que não é aconselhável ir até lá”. Pois eu paguei pra ver.
Lá fomos nós, meu marido e eu, levando minha amiga rumo ao seu destino. E não é que ela tinha razão? Só que, ao definir a situação como ruim, ela foi muito modesta, pois era ainda pior. A via é de chão batido, cheia de valetas, talvez formadas pelas chuvas da época e também por não ter acostamento e muito menos calçadas, obrigando os pedestres a caminharem pelo meio da rua.
Ao fazermos o trajeto de volta, procuramos alternativas, quem sabe encontraríamos algum caminho em melhor estado, mas, infelizmente, em cada rua que entrávamos, a situação se apresentava pior. Me arrependo por não ter levado papel e lápis para anotar o nome das vias. Em alguns casos, foi preciso andar quase parado, fazendo ziguezagues com o carro para escaparmos das crateras.
Com tudo isso acontecendo na cidade, tanto na parte central quanto nos bairros e não importando se as ruas são calçadas, asfaltadas ou de chão batido, é preciso saber de quem é a responsabilidade ou a quem vamos reclamar nesses casos. Será que isso não é uma situação de extrema necessidade?
Já vi esse filme há alguns anos, em épocas de eleições, fato esse que nem é bom relembrar (em administrações bem anteriores). Sei que não é bem o caso agora e que estamos em início de um novo governo e é complicado para quem está assumindo, mas já faz quase dois anos desta administração e até agora tem muita coisa deixando a desejar. Também sei que muita coisa está sendo feita, mas, volto a frisar, a cidade está em petição de miséria no que tange ao estado das vias públicas.
Quero acreditar que alguma providência esteja sendo tomada ou o será para melhorar essa situação e assim, então, podermos repetir as palavras do nosso querido escritor e compositor, Eldo Klain, que também fazem parte do nosso hino: “(…) Oh! Taquara querida mereces / Um lugar de destaque na história.:/(…)”
Clair S. Wilhelms
– Professora –
Esta postagem foi publicada em 18 de junho de 2010 e está arquivada em Caixa Postal 59.


