Colunas Haiml & etc.
Esta postagem foi publicada em 18 de junho de 2010 e está arquivada em Colunas, Haiml & etc..

Mais que de ferro, de aço!

Duas coisas de que gosto são gibi e cinema, e é para tal público que falo hoje.
Com o sucesso do último filme do Hulk, que andava com enredos medonhos nos quadrinhos, mesmo sendo um dos principais personagens da Editora Marvel, esta resolveu tentar a sorte e tirar do ostracismo outro de seus ícones: o Homem de Ferro. Contrataram Jon Favreau – um diretor/ator que nunca havia feito um filme de super-herói, deram o papel principal a um ator genial, Robert Downey Jr (que reencarna  Carlitos em “Chaplin”, e é o atual  Sherlock Holmes) – que nunca havia sonhado ser herói de quadrinhos e… deu certo, muito certo.
Se o primeiro “Homem de Ferro” é um pouco lento, porque tem que dar espaço para desenrolar a origem do herói, a sequência pisa no acelerador, e isso graças a um cara que também, por certo, nunca havia pensando que iria interpretar um vilão de história em quadrinhos, o astro cult Mickey Rourke (de pérolas como “9/2 Semanas de Amor”, “Coração Satânico”, “O Selvagem da Motocicleta”, “O Ano do Dragão”) e que já chega indo com tudo pra cima do latinha amarela.
Favorece também os dois filmes do gladiador dourado o fato de não apresentarem um clima sombrio, neurótico e violento, tendência que surgiu há vários anos atrás nas HQs e quer os super-heróis mais realistas, mais adultos, adequando suas almas e universos à pessimista realidade aqui do nosso mundo real. A arte – e HQ é arte – tem como principal função o escapismo; ter alguma verossimilhança com a realidade é opcional, é segundo plano.
Mas, paradoxalmente, aceitamos melhor o contexto fantástico que envolve o Homem de Ferro porque tudo nele é provável-possível, ou seja, a fantasia nele mostrada é pura ciência, é tudo o que a mesma desenvolve, é tecnologia que já existe, ou que está sendo buscada, testada e que, se não está em atuação ainda, com certeza irá estar um dia.
O respeito e o carinho com que estão transpondo o universo do cavaleiro voador às telas faz com que seus dois filmes, além de se juntarem a “X-Men 1” e “XM-2”,  “Homem-Aranha 1”, “Batman Begins” e “O Cavaleiro das Trevas” como o que de  melhor foi feito nos últimos anos em termos de adaptações do gênero, abram as portas para que heróis fundamentais como Thor e Capitão América possam chegar às telas de modo digno.
Ao fim de “Homem de Ferro 2”, é difícil não estarmos com um sorriso no rosto, com a sensação de que não se viu o tempo passar, como quando lemos um delicioso gibi. Homem de Ferro que nada, ele é aço puro!

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