Polícia

Familiares relatam agressão de criança com “livradas” em escola estadual de Parobé

Professora teria sido a responsável pelo fato, segundo o registro; escola diz que situação será apurada.
Foto: Familiares da vítima.

Um episódio de agressão a um aluno, de apenas oito anos, foi registrado em uma escola estadual de Parobé. Segundo o relato de familiares, a criança foi agredida por sua professora com golpes de um livro na tarde da última quinta-feira (17), por volta das 16h, no Colégio Estadual João Mosmann, localizado no bairro Cohab.

De acordo com familiares, que procuraram a Rádio Taquara para relatar a situação, o menino, que estuda na terceira série do ensino fundamental, teria chegado a sua residência, após o turno de aula, reclamando de dores pelo corpo. Ao ser questionado sobre o que havia ocorrido, a criança disse que teria sido agredida, com um livro grosso, pela própria professora.

Conforme o garoto, o fato teria iniciado quando uma coleguinha, que sentava em sua frente, se negou a dar licença ao menino. Ele relatou que teria pedido licença novamente à coleguinha, recebendo outra negativa, momento em que bateu com um livro na menina.

A professora, vendo toda a ação, levantou-se de sua mesa, com um livro nas mãos, foi em direção ao menino e passou a agredi-lo com diversas livradas. Segundo a vítima, a responsável pelas aulas teria o atingido com um primeiro golpe, com um livro grande e grosso, e o menino caiu no chão, tendo, provavelmente, torcido o tornozelo esquerdo durante a queda. Ainda conforme a criança, a professora teria lhe acertado com mais três ou quatro livradas, enquanto ele estava no chão.

Familiares informaram que repreenderam o filho pela atitude contra a colega de aula, mas que não podem aceitar as agressões desproporcionais causadas pela professora do menino.

O que diz o a direção do Colégio

A reportagem da Rádio Taquara entrou em contato com a diretora do Colégio João Mosmann, Sabrina Isabel Fetter, para saber a posição do educandário sobre o fato. Sabrina informou que conversou com a família do menino e com a professora sobre o ocorrido. O diálogo foi relatado nas atas da escola e as informações foram encaminhadas à 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), em São Leopoldo, que fará uma investigação sobre o caso.