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Idosos do interior de Taquara precisam de ajuda para melhorar qualidade de vida do filho com necessidades especiais

Alex Rodrigues tem sequelas motoras e cognitivas, necessita de alimentação por sonda, usa fraldas e equipamento de traqueostomia
Fotos: Arquivo pessoal

Vivendo como trabalhadores informais na maior parte de suas vidas, sem terem ainda se aposentado, Adão Valdemar Rodrigues, de 65 anos, e Carmelinda de Lima, de 64 anos, estão precisando de ajuda financeira para melhorar a qualidade de vida do seu filho, Alex Rodrigues, portador de necessidades especiais. Vivendo na localidade Freguesia do Mundo Novo, no interior de Taquara, o casal atualmente paga as despesas do tratamento com um salário mínimo, auxílio concedido ao jovem, além do pagamento por serviços temporários como pedreiro e jardineiro, que o idoso ainda realiza.

Conforme Bruna Rodrigues, que é casada e não vive na mesma casa, seu irmão completará 27 anos em julho e até 2013 tinha uma vida normal. Apaixonado por uma colega de escola, iniciou o namoro em 2012 e, no ano seguinte, a moça se mudou com a família para Gramado e o jovem decidiu acompanha-los.

Na madrugada de 24 de abril de 2013 a família recebe a triste notícia de que Alex, após uma discussão com sua namorada, tentou o suicídio e estava na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Gramado, após ter sido encontrado pendurado em uma árvore, enrolado com a corda do próprio casaco.

“Não sabemos quanto tempo ele ficou sem oxigênio. Foi chamada uma viatura de Brigada Militar, que estava nas proximidades e, após um policial ver o pulso do Alex e constatar que ele ainda estava vivo, foi chamado o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], enquanto um dos policiais realizou manobras cardiorrespiratórias”, conta Bruna.

No caminho até o hospital o jovem ainda sofreu algumas paradas cardíacas e, após a realização de exames, foi colocado em coma, onde ficou durante um mês no centro de terapia intensiva (CTI) e 21 dias na UTI. Ao receber alta, Alex voltou para casa de seus pais, em Taquara, utilizando equipamento de traqueostomia, sonda para se alimentar, sem mobilidade e necessitando tomar vários remédios.

“Ao contrário do que diziam alguns médicos, que ele iria mexer só os olhos e não entenderia nada, meu irmão foi apresentando melhoras e lutando pela vida. Chegou a ficar sem traqueostomia, respirando sozinho, mas, no final do ano de 2014, ele realizou uma cirurgia no Hospital Santa Casa, em Porto Alegre, para trocar a sonda nasal por uma gastro e, infelizmente, enfrentou complicações, como outra parada cardiorrespiratória, e precisou recolocar a traqueostomia, além de fazer outros procedimentos”, conta a irmã do jovem taquarense.

Após meses de melhoras e pioras Alex veio para casa e, desde então, segue na luta entre internações e consultas, sempre sob os cuidados de sua mãe, que se dedica 24 horas por dia ao filho, que tem sequelas motoras e cognitivas, necessita de alimentação por sonda gastro, usa fraldas para necessidades fisiológicas, traqueostomia para respirar e aspirador para limpeza da traqueostomia.

De acordo com Bruna, que junto com suas irmãs está sempre ajudando nas despesas dos pais e irmão, Alex perdeu a fala e a memória curta, mas compreende o que falam ao redor dele e responde com sim ou não. Ele tem controle das pernas, mas não do tronco, conseguindo ficar sentado ou em pé apenas por poucos minutos e com apoio de alguém.

“Atualmente, sua saúde esta bem, mas precisa realizar fisioterapia, que ajuda na respiração, por ser acamado, e com o braço esquerdo atrofiado, devido a sequelas do tempo em que ficou em coma na UTI. Meu irmão também faz uso continuo de diversos medicamentos, que nem sempre são fornecidos pelo Estado e precisa de fraldas, além dos gastos que temos com eventuais internações e uso de antibióticos”, informa Bruna.

Recentemente, a família de Alex recebeu a doação de uma cama hospitalar, uma cadeira de rodas e um aparelho de ar condicionado, e também promoveu uma ação entre amigos. O sorteio dos prêmios, que também foram doados pela comunidade, ocorrerá neste domingo (27), às 13h, durante uma transmissão ao vivo em sua página do Facebook (https://www.facebook.com/milagrealex).

Interessados em contribuir com algum tipo de doação, visando melhorar a qualidade de vida do Alex, ou visitar o jovem e conversar com seus pais, devem entrar em contato com sua irmã Bruna, pelo telefone (51) 99852-8944.