O Jornal Panorama traz esta semana comentário de J.A. Müller sobre o show de Alexandre Pires (foto), no encerramento do IgrejinhaFest 2010, no domingo 27. Confira alguns trechos:
“Pra começar, vamos parar com esse negócio de chamar de pagode o tipo de música que Pires canta. Como bem diz o nome de seu atual sucesso, ele é um verdadeiro sambista, que apenas adota um tom mais romântico, como preferem os chamados pagodeiros.
Nas duas horas em que esteve no palco, Alexandre mostrou que realmente abandonou a tentativa, frustrada, de se lançar como cantor romântico internacional, num arremedo de Júlio Iglesias. Pires pode até copiar alguns trejeitos dos típicos cantores românticos no estilo Iglesias e Roberto Carlos, como a dispensável distribuição de rosas ao final do show, mas é coisa que só agrada à meia dúzia de mulheres que conseguem ficar perto do palco.
A grande maioria do público fica longe e quer mesmo é curtir o som, embalando seus sonhos românticos. Enquanto Alexandre Pires alternava seus sucessos românticos com sambas mais animados, testemunhei um beijo apaixonado entre uma loira e uma moreninha. Uma prova de que o amor segue sem ligar para as convenções sociais e de que, quando um cantor e sua música são mesmo bons, mexem com todos os tipos de corações”.
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