
A investigação que apura as circunstâncias da morte de Douglas Ruan Duarte Fraga, 15 anos, após a explosão de um pneu, ainda não foi concluída. O fato ocorreu no dia 21 de junho, na borracharia onde o adolescente trabalhava, no limite entre Parobé e Taquara. Um homem de 48 anos, que também trabalhava no local, ficou gravemente ferido.
Conforme o delegado Marcos Falcão, titular da Delegacia de Taquara e responsável pela investigação do caso, a Polícia Civil aguarda laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para concluir a apuração. Até o momento, foram ouvidas duas testemunhas. Uma delas é a pessoa que prestou socorro logo após o acidente, e a outra, um vizinho do estabelecimento.
Ambos falaram à Polícia sobre o que percebiam da rotina de trabalho do local e relataram como foram os momentos subsequentes ao barulho da explosão. O dono da borracharia e a outra vítima do acidente, que não teve a identidade informada pela Polícia, ainda não prestaram depoimento. Falcão informa que os dois já foram chamados, mas ainda não compareceram à delegacia. O homem que ficou ferido chegou a ser internado, à época, no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas, mas, segundo familiares de Douglas, já recebeu alta hospitalar.
Conforme o delegado, com o material apurado até então, não há elementos que esclareçam o que cada um dos funcionários fazia no momento da explosão ou que expliquem como ela aconteceu. “Provavelmente tenha sido uma situação inerente à atividade”, diz Falcão, destacando que as circunstâncias poderão ser melhor esclarecidas quando o trabalhador ferido for ouvido.


