
O Município de Igrejinha deu início à Campanha de Multivacinação, que teve início nesta segunda-feira (08) e está ofertando todas as vacinas previstas na caderneta de vacinação a crianças e adolescentes, de 0 a 14 anos de idade. A campanha tem como objetivo realizar a atualização da caderneta com as vacinas que não foram realizadas no período programado.
A administração municipal está realizando as ações de conscientização em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Educação, a qual tem o objetivo de atingir os pais e responsáveis pelas crianças e adolescentes, que são o público-alvo da campanha de multivacinação. Além da campanha em ambiente virtual, nas escolas estão sendo distribuídos bilhetes aos alunos sobre os horários das salas de vacinação e informações sobre a campanha.
As vacinas que estão sendo aplicadas são as seguintes:
Crianças
- Hepatite A e B
- Penta (DTP/Hib/Hep B)
- Pneumocócica 10 valente
- VIP (Vacina Inativada Poliomielite)
- VRH (Vacina Rotavírus Humano)
- Meningocócica C (conjugada)
- VOP (Vacina Oral Poliomielite)
- Febre amarela
- Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba)
- Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela)
- DTP (tríplice bacteriana)
- Varicela
Adolescentes
- HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano)
- Febre amarela
- Tríplice viral
- Hepatite B
- DT (dupla adulto)
- Meningocócica ACWY (conjugada)
A imunização está disponível em seis Unidades de Saúde do município. As crianças e adolescentes podem ser encaminhados à Vigilância em Saúde (Centro); ESF XV de Novembro (bairro XV de Novembro); ESF Viaduto (bairro Viaduto); ESF Acácias (bairro Acácias); ESF Pedro Ivan Sparrenberger ( Loteamento Promorar / Cohab); ESF Vila Nova (bairro Vila Nova).
Campanha de Vacinação contra Poliomielite
A Campanha de Vacinação contra a Poliomielite, é destinada para crianças de 1 ano a menores de 5 anos. A Imunização é a única forma de prevenção da doença. Para que a criança receba o imunizante, basta que seu responsável legal a leve até uma Unidade de Saúde com sala de vacinação, levando a caderneta de vacinação e documento com foto.
O que é a Polio?
A Poliomielite é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus (existente nos sorotipos 1, 2 e 3). O agente é capaz de infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas.
Quando se trata de uma pessoa sem histórico de vacinação, ou seja, sem a proteção imunológica contra o poliovírus, após uma infecção, o agente começa a se multiplicar livremente na garganta ou nos intestinos.
Em seguida, o vírus chega à corrente sanguínea e, se o quadro não for tratado a tempo, pode atingir o cérebro, causando a chamada “infecção paralítica”, causando sequelas irreversíveis, por atacar o sistema nervoso destruindo os neurônios motores e provoca paralisia nos membros inferiores.
Outra possibilidade é que o vírus, depois de chegar ao cérebro, cause meningite, inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, que tem como principais sintomas a febre, rigidez da nuca e náuseas.
Se não for tratado adequadamente, o quadro de meningite também pode causar sequelas. Entre elas, a perda de audição e visão parcial ou total, epilepsia e paralisia em um ou ambos os lados do corpo.
Por que a pólio pode voltar se a doença já estava erradicada?
O Brasil é um dos oito países sul-americanos que apresentam alto risco de volta da poliomielite, segundo relatório divulgado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) em 2021. Hoje, a doença só existe de forma endêmica (circulando o ano todo), no Afeganistão e no Paquistão países vizinhos na Ásia Meridional.
A experiência demonstra que uma baixa cobertura vacinal contra a pólio é o principal fator de risco para a emergência e propagação de um surto por derivados da vacina.


