
Seguindo o lema do Rio Grande do Sul, “Liberdade, Igualdade e Humanidade”, o CTG Sentinela da Tradição, de Igrejinha, vem desde 2018 trabalhando as tradições e danças gaúchas com os alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do Município. Formado por aqueles que, muitas vezes, não têm espaço para expressar seus sentimentos e de exercerem seus direitos de cidadãos, o grupo “Sentinelas do Coração” fará sua pré-estreia neste sábado (17), a partir das 19h, na sede do CTG, apresentando seu novo traje num belo espetáculo de dança gaúcha.
Na opinião da patroa do CTG Sentinela da Tradição, Márcia Goreti da Silva, a pré-estreia será um momento muito especial.
“A primeira pré-estreia ocorreu em 2019, um pouco antes da pandemia. Com a Covid-19, tivemos que parar com tudo. Foi um período bem complicado. Agora estamos retomando tudo. Estamos muito felizes. Os ensaios ocorrem sempre nas terças-feiras”, revela.
Márcia ainda destaca que tudo começou a partir da prenda Jéssica Grisa, que participou do projeto MTG Escola.
“Foi a partir daí que desencadeou o projeto do grupo de danças Sentinelas do Coração”, explica a patroa do CTG de Igrejinha.
Já a coordenadora da APAE de Igrejinha, Vanessa Wingert, comenta que a dança e a música são terapêuticas.
“O grupo Sentinelas do Coração trouxe muitos benefícios motores, cognitivos, sociais. Aqui eles têm um espaço diferente do que eles frequentam todos os dias. Eles têm a oportunidade de conhecer outros lugares e, principalmente, de valorizar também a cultura gaúcha”, ressalta Vanessa.

Dança é libertadora
Para a prenda Hosana Pacheco,22 anos, participar do grupo de dança Sentinelas do Coração é maravilhoso.
“Gosto de dançar, fazer amizades. Fico muito feliz. Eu canto e danço. Gosto de sorrir para o público”, destaca. Já sua amiga, a prenda Débora Rafaela Ev, 18 anos, também comenta que integrar o grupo de dança é libertador. “Ninguém mandou eu vir para o CTG. Eu vim porque gosto. A dança, junto com a cultura gaúcha, é uma forma de eu poder me enturmar mais com as pessoas, porque não é fácil”, relata.
Já para o peão Gabriel Teixeira,22 anos, a dança é algo que desperta o sentimento de igualdade.
“Aqui no CTG somos todos iguais. Todo mundo é tratado igualmente. Representar a dança gaúcha para mim é um orgulho porque, como pessoa deficiente, sei que teremos o nosso espaço, com respeito. A cultura gaúcha para mim é tudo. Eu tenho orgulho de me apresentar representando o CTG, a APAE, a pessoa com deficiência. Esse grupo é um orgulho”, enfatiza.


