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Agalmendia das Dores Duarte Machado de Moraes

Agalmendia das Dores Duarte Machado de Moraes, 77 anos, natural de Imaruí/SC, é casada com Orivaldo Alfredo de Moraes (87)

perfil_agalmendia-3Agalmendia das Dores Duarte Machado de Moraes, 77 anos, natural de Imaruí/SC, é casada com Orivaldo Alfredo de Moraes (87) e mãe de seis filhos – Ilse, Nilton, Verônica, Dionísio, Agalmendia e Luciano. Tem 12 netos e cinco bisnetos. Aposentada, faz o curso de Técnico em Marcenaria na escola Monteiro Lobato (Cimol), de Taquara.

Para você, como é ser avó nos dias de hoje?
É maravilhoso. É muito bom ter netos e bisnetos, que são nossos filhos duas vezes (três, no caso dos bisnetos). Tenho saudade se eles passam a semana sem vir à minha casa casa, pois sempre participamos da vida um do outro. Aos meninos, digo para se cuidarem, cuidar aonde e com quem vão. Já as meninas me consultam sobre os “namoridos”. Dou muito conselho para todos eles. Também ensinei as meninas a fazerem tricô e crochê, para que elas tenham uma coisa a fazer quando ficarem mais velhas.

Qual é a receita para se manter saudável com o avançar dos anos?
Gosto de estar sempre de bem com a vida, de fazer o bem para as pessoas, nem que seja com palavras. Também cuido da alimentação. Gosto de comer peixe, carne branca e, apesar de não comer carne vermelha, substituo por outras coisas que tenham proteína.

O que a mantém motivada para se dedicar aos estudos?
Quando um dos meus netos nasceu, acabei saindo do meu emprego e pedi minha aposentadoria para ajudar a cuidar dele. Depois, pensei: “E agora? Preciso fazer alguma coisa”. Voltar a trabalhar era difícil, por causa da minha idade, então fui estudar. Depois de iniciar um supletivo na escola Rodolfo von Ihering, me formei, aos 75 anos, no ensino médio na escola Felipe Marx. E desde então não parei mais. Quando aprendo uma coisa, quero outra e fico muito satisfeita. Tenho amizades, fazemos excursões e sempre tive sorte com meus colegas mais jovens, pois nos entrosamos bem. Além do curso técnico em Marcenaria no Cimol, também faço um de informática na Faccat, com meu marido.

Como conheceu o esposo e o que mais admira nele?
Nos conhecemos num aniversário do irmão dele e estamos casados há 59 anos. O que mais admiro nele é o seu companheirismo, até mesmo nas horas difíceis, e o fato de ser um bom pai.

Quais são suas impressões de Taquara?
O que tem de bom aqui é a educação, pois temos colégios ótimos. Mas tantas outras coisas poderiam ser melhoradas, como a saúde, o calçamento das ruas. Também não temos uma praça bonita aonde levar as crianças para brincar.

Quais são suas principais características pessoais?
Sou um pouco tímida, mas só até fazer amizade com as pessoas. Quando quero fazer uma coisa, tento até conseguir; e tenho o costume de agradecer todos os dias o que Deus me deu. Tudo o que sei eu gosto de ensinar e só me arrependo daquilo que não fiz.

O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Gosto de descansar, olhar televisão, fazer crochê, tricô, bordar e costurar.
Qual é a principal lição que você procura passar aos filhos, netos e bisnetos?
Incentivo-os a estudarem. Sempre falo para que façam um curso a fim de que possam ter uma profissão e se dar bem na vida, além de serem honestos.

Quais são seus planos para o futuro?
São muitos. Entre eles, quero sempre poder ajudar meus filhos e fazer uma aula de música (de teclado ou violão, o que for mais fácil). Queria muito também poder viajar para Alemanha, Itália e Portugal.

Estilo musical: gosto de todos, não vivo sem música.

Prato predileto: peixe e verduras.

Uma mania: lavar e limpar.

Uma habilidade: cozinhar.

Mensagem: A vida é muito boa quando sabemos amar, principalmente a nós mesmos. Mas é importante saber que a felicidade e o amor não se compram – temos que construí-los.

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