
Filha de um casal de voluntários da maior festa comunitária do Brasil, Raíssa Mirella Schäfer, rainha da 33ª Oktoberfest de Igrejinha, desde criança alimentava o sonho de compor a corte e representar os mais de três mil voluntários que fazem o evento acontecer.
Aos 26 anos,formada em Técnico em Química e em Medicina Veterinária, pós-graduanda em Dietoterapia e Nutracêutica de Cães e Gatos e graduanda em Educação Física, a jovem também é nutricionista e nutróloga de cães e gatos, professora do curso de Auxiliar de Veterinário na Unialcance e estagiária de Educação Física na Inspire.
Confira abaixo, na íntegra, a entrevista com Raíssa, que deixa um convite especial para os leitores do site da Rádio Taquara prestigiarem a 33ª Oktoberfest de Igrejinha.
1. Quando surgiu o desejo de ser rainha da Oktoberfest de Igrejinha?
Filha de voluntários desde a festa de 1988, o sentimento de voluntariado está incorporado na essência e no espírito familiar e, com isso, o sonho em compor a Corte de soberanas da Oktoberfest de Igrejinha é uma consequência e um desejo quase que nato. As lindas coroas, faixas e vestidos ficam em segundo plano, ao passo em que entendemos o verdadeiro significado em carregar esse título. Neste ano, consegui juntar o sonho de menina com a maturidade de mulher. O amor pelo legado da festa sempre esteve aceso no meu coração, aguardando para que, um dia, ele pudesse se realizar e externalizar em retribuição à comunidade.
2. Você já havia participado do concurso anteriormente? E de outros concursos de beleza?
Como candidata à Corte da Oktoberfest de Igrejinha, foi minha primeira experiência. Esse desejo sempre morou dentro do meu coração, mas eu ainda tinha sonhos e objetivos a realizar e sabia que precisava aguardar pelo momento certo de me colocar à disposição do concurso; eu queria poder dar o meu melhor e viver cada etapa na sua intensidade.
Em relação a outros concursos: aos 8 anos de idade, participei de um concurso chamado “Brotinho Igrejinha”; aos 13 anos, do “Rainha dos Estudantes”; e aos 16 anos, do “Garota Dorothea”. Destes três, apenas compus a corte do segundo concurso, eleita como 2ª Princesa; nos outros dois, não fui uma das escolhidas.
3. A organização do concurso de soberana da Oktoberfest de Igrejinha promove um workshop, nos dias que antecedem o evento. E você, realizou alguma preparação especial antes de se inscrever no concurso?
Dos meus 19 aos 24 anos, morei em uma cidade com costumes, valores e tradições bem diferentes dos nossos. Essa experiência foi, sem dúvidas, um dos maiores divisores de água na minha vida. Por meio dela, saí da minha bolha e entendi que, para que eu pudesse ensinar minha cultura a outras pessoas, eu precisava, primeiro, escutar o que elas tinham para me passar. E, assim, eu fiz.
Criei interesse por novas tradições e, nesse contrapasso, senti o interesse mútuo dos meus colegas e amigos pelas minhas origens também. Nesse momento, eu entendi, ainda mais, que a vida é uma constante troca. Nesse tempo, trouxe colegas de Santa Maria, para que conhecessem a nossa realidade e por que me sentia tão feliz aqui; nunca vou esquecer da frase de minha colega quando chegamos ao centro da cidade de Igrejinha: “agora, eu entendo por que tu quer tanto voltar para cá, parece uma cidade de boneca”.
Aquilo me chamou muito a atenção, pois penso que, muitas vezes, quando conhecemos somente uma realidade, esquecemos de valorizar àquilo que temos, pois se torna cômodo, se torna o básico.
Quando voltei, em 2020, voltei uma Raíssa diferente daquela que havia saído anos antes, muito mais grata, muito mais madura e muito mais admirada com a sua cidade, com a sua história e, se é possível, ainda mais apaixonada pelo propósito da Oktoberfest, de fazer o bem sem olhar a quem e poder levar o brilho e a magia do nosso voluntariado para dentro da casa de tantas famílias.
Durante minha preparação, contei com a ajuda da minha família, de amigos, de diferentes profissionais e ex-soberanas. Fiz aulas de história, de cultura e de desenvolvimento pessoal. Escrevi um polígrafo de 35 páginas de perguntas e respostas e ensaiei muitas falas no tão temido microfone.
Eu nunca estive sozinha, muito pelo contrário. Por trás dessa grande realização existe um grande time, que topou viver tudo isso comigo e que jamais deixou de me apoiar para que eu pudesse assumir a responsabilidade de representar a maior festa comunitária do Brasil e os mais de três mil voluntários, que a fazem acontecer anualmente.
4. Como tem sido a sua rotina, desde que foi eleita rainha da 33ª Oktoberfest de Igrejinha?
Quando nos inscrevemos para o concurso, precisamos estar cientes de que, caso sejamos uma das eleitas, nossa rotina sofrerá reajustes, principalmente, de horários. Nossa agenda não é mais nós quem planejamos, vivemos em um compromisso estrito com a Oktober.
É importante que tenhamos essas responsabilidades alinhadas com a nossa família, com o trabalho e com compromissos pessoais, afinal de contas, estamos a serviço de uma causa, a qual nos propusemos representar.
Durante muitos dias, desde 10 de abril, precisamos abdicar de dias de trabalho, de aula, estudos e de lazer, mas tudo isso vale a pena quando nos colocamos à disposição por amor, quando acreditamos no propósito e quando vemos os resultados de uma divulgação feita com dedicação.
A rotina é cansativa muitas vezes; chegar em casa tarde da noite, tirar a coroa, desfazer cabelo e maquiagem e acordar cedo no outro dia de manhã para uma nova jornada, nem sempre são flores, mas tudo vale a pena, cada minuto, cada história e cada nova vivência.
5. O que você costuma fazer nas suas horas de lazer?
Sou muito eclética; assim como gosto de assistir a um bom filme, comendo pipoca, sentada no sofá de casa sozinha ou com a família, também sou a favor de um chopp gelado, com bolinho de batata, em um pub ou barzinho, com os amigos.
Da mesma forma, amo a natureza e a paz, com a qual ela pode nos presentear, na companhia de um bom mate quente. Estar com a minha família e com os meus amigos, faz parte de quem eu sou. É o momento em que eu recarrego as minhas baterias.
6. Como você descreveria a cidade de Igrejinha para um turista vindo de outra região do Brasil, ou de outro país?
Nasci e cresci em Igrejinha, Capital Estadual do Voluntariado. Para nós, igrejinhenses, já nos orgulha falar sobre uma cidade com tamanha organização e belezas.
Primeiramente, não podemos deixar de ressaltar nossa história, que é honrável, e que conta a força e a determinação dos imigrantes alemães para colonizarem a nossa cidade; temos o aspecto educacional, de grandes méritos e resultados impecáveis; nossas belezas naturais vem chamando cada vez mais a atenção dos visitantes, pois nos presenteiam com uma das mais belas paisagens; os moradores são solidários e receptivos; o comércio e a indústria continuam fortes e contam com empresas renomadas, gerando postos de trabalho, que contribuem para a sustentabilidade econômica; não podemos deixar de lembrar das bebidas e comidas típicas, as quais temos distribuídas em restaurantes e barzinhos locais.
Citando, em último lugar, mas não menos importante, a nossa tão amada Oktoberfest, palco da maior festa comunitária do Brasil, que conta com mais de três mil voluntários engajados em fazê-la acontecer todos os anos no mês de outubro.
Falar de Igrejinha já é encantador para nós, moradores, mas viver Igrejinha, vindo de fora, é ainda mais; falo com propriedade, pois já vivi essa experiência.
7. Em sua opinião, o que muda na vida de uma jovem após ela ter sido eleita uma das soberanas da Oktoberfest de Igrejinha?
Com certeza, os aprendizados e as lembranças são impagáveis. A cada novo dia, a cada nova experiência, nós temos a alegria de podermos escrever um novo capítulo dessa linda e renomada história.
Ao longo desse período de divulgações, nós temos o prazer de conhecer pessoas, as quais levaremos para sempre nas nossas vidas; no fim, formamos uma família. Essa família não é de sangue, mas carrega consigo o mesmo amor e o mesmo propósito: divulgar a Maior Festa Comunitária do Brasil e representar os seus mais de três mil voluntários; é um amor fraternal e verdadeiro.
Passamos por muitas cidades, por muitas pessoas e por muitas festas; e por cada cantinho e em cada coração, deixamos um pouquinho de nós e trazemos um pedacinho deles junto. Conhecimento, aprendizado, vivência e experiência, isso jamais tirarão de nós, pois isso é a história da nossa vida e a marca, que deixaremos para trás.
Ser soberana é responsabilidade e doação, mas é ainda mais gratidão, por termos o privilégio de vivermos momentos tão únicos e nos aproximarmos de pessoas tão boas. Como disse e afirmo: é impagável.
8. Deixe um convite para os leitores do site da Rádio Taquara prestigiarem a 33ª Oktoberfest de Igrejinha.
Olá, queridos leitores da Rádio Taquara! Esperamos que estejam todos bem. Em meu nome e das princesas Lara e Thaís, soberanas da 33ª Oktoberfest de Igrejinha, gostaríamos de dizer, inicialmente, que é um grande prazer e honra poder compartilhar momentos tão ímpares, mesmo que virtualmente, com vocês.
Hoje, aproveitamos essa grande oportunidade de estarmos aqui para convidar a cada um de vocês para que, juntos a nós, prestigiem um novo recomeço da nossa tão amada e aguardada festa, que acontecerá entre os dias 14 a 23 de outubro!
Venham sentir o brilho e a magia do nosso voluntariado na nossa tão aguardada retomada! Estaremos aguardando a cada um de vocês, de braços abertos, na Maior Festa Comunitária do Brasil.
Kommen alle zum Oktoberfest! Venham todos para a Oktoberfest! Com amor, Soberanas da retomada!


