Venho aqui hoje, num ato cidadão, expressar minha indignação e apelar aos nossos moradores uma atitude em favor de nossa cidade.
Chegamos a um nível assustador. Não podemos mais sair às ruas à noite. Hoje falo mais especificamente da Praça da Bandeira, onde brinquei quando criança e que guarda tantas boas memórias. Mas, infelizmente, esses bons momentos só podem existir nas lembranças. Talvez muitos nem saibam onde ela se localiza e, se sabem, pode ser que não prestem muita atenção no que estou dizendo. Mas agora peço que se coloquem em meu lugar. Imaginem se vocês pudessem assistir da janela de seus quartos a um homem ser agredido, roubado e ameaçado. Imaginem que vocês estão acostumados a dormir ao som de gritos e venda de drogas à solta. Imaginem viver com medo.
O único problema é que, acostumada a ver e ouvir tudo isso, eu deveria estar acostumada também à presença de policiais, mas não é bem assim que acontece. É muito conveniente eles desfilarem suas motocicletas, viaturas e uniformes pela Júlio de Castilhos durante o dia. Mas quando não há movimento, quando ninguém está vendo, por onde andam essas viaturas e esses policiais? Eles demoraram mais de 30 minutos para chegar à praça e, quando o fizeram, simplesmente passaram sem olhar para os lados. Quando contatados mais tarde para que voltassem ao local, o telefonema sequer foi atendido.
Só peço que entendam e se mobilizem. Apelo não por mim ou pelo homem que sofreu a violência. Apelo pela cidade, para que não haja próximos, para que ninguém precise passar pelo que ele passou. Para que Taquara e aquela praça possam voltar a ser como são nas minhas memórias.
Eduarda Neves
Esta postagem foi publicada em 6 de agosto de 2010 e está arquivada em Caixa Postal 59.


