
O perito taquarense Sami El Jundi participou, nesta semana, de mais um julgamento de repercussão nacional. Trata-se do caso que envolve a ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, que é acusada de matar o ex-marido. Sami foi a quarta testemunha de defesa ouvida no julgamento, que ocorre no Rio de Janeiro. Ele prestou depoimento na quinta-feira e negou que tenha sido contratado pelos advogados da ex-deputada e afirmou que foi apenas indicado pela defesa. À Justiça, Sami afirma ter encontrado erro em ao menos três laudos das investigações da morte do pastor Anderson do Carmo, como o da necrópsia da vítima e os outros dois nos quais foi constatado que o marido de Flordelis vinha sendo investigado.
Conforme reportagem do Jornal Extra, Sami afirma que, no documento que mostra os ferimentos e a causa da morte do pastor, há ao menos sete erros no mapa em que aponta as perfurações no corpo. O documento do Instituto Médico Legal aponta 30 perfurações, mas Sami diz ter encontrado 24 ferimentos nas fotografias do corpo, mas que não condiz com o número total de tiros, pois há ferimentos de entrada e saída. “Há duas lesões que encontramos no mapa de ferimentos que não existem nas fotografias. Uma é a ferida 6, que seria entre o peito direito e a axila. No ponto 9, próximo à clavícula do lado esquerdo também não há ferimentos. Há um outro que encontramos e que não está descrito no mapa. Pode ser um engano na descrição anatômica? O fato é que não corresponde”, disse Sami.
Ainda conforme o jornal Extra, durante o depoimento, fotos do cadáver de Anderson do Carmo foram exibidas ao júri, com o pedido de que não fosse mostrado o rosto do pastor. O perito também afirmou que, ao analisar os prontuários médicos de Anderson, dos anos anteriores ao crime, não há indícios de que ele tenha sofrido envenenamento. Flordelis e os outros réus são acusados de tentar matar o pastor antes do crime com substâncias tóxicas. “Ele fez diversos exames que se mostraram consistentemente dentro da normalidade. Pequenas variações não necessariamente apresentam problema. Consideradas as hipóteses levantadas no parecer e no laudo que consta no prontuário, os médicos não suspeitaram de intoxicação porque não tinham nenhum motivo para isso”, afirma o perito.
Sami já atuou em outros casos de repercussão nacional. Foi assistente técnico da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, no Caso Henry, e de Elize Matsunaga.


