
O Sistema 3As de Monitoramento (Aviso, Alerta e Ação), do Rio Grande do Sul, aponta que os casos de Covid-19 tiveram um aumento considerável na última semana, na Região de Taquara (R06), composta pelos municípios de Cambará do Sul, Igrejinha, Parobé, Riozinho, Rolante, São Francisco de Paula, Taquara e Três Coroas. Segundo análise do painel de acompanhamento dos números da pandemia, a R06 teve elevação de 223,1%, aumento do número de casos de Covid em uma semana.
A última atualização, que ocorreu nesta quinta-feira (17), mostra que houve elevação em diversas regiões do estado. A tabela é atualizada todos os dias e indica se cada município teve aumento ou baixa. Na R06, os dados mostram 42 novos casos nos últimos 7 dias. Em comparação com outras regiões, a elevação da Região de Taquara é a maior, ultrapassando os 200%. No caso da região de Capão da Canoa o aumento foi de 145,2% e a região de Novo Hamburgo registrou elevação de 64%. Em todo o Rio Grande do Sul, o aumento de casos atingiu os 126,7%.
De acordo com o Sistema, a incidência total mostra os números de casos confirmados no dia para cada 100 mil habitantes. Já os dados da incidência acumulada são os números da última semana, sendo a porcentagem de aumento semanal e sempre proporcional para cada 100 mil habitantes. A boa notícia é que as internações e os óbitos, associados à Covid, não sofreram aumento.
RS tem oito casos da subvariante BQ.1
A equipe de vigilância genômica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) da Secretaria da Saúde detectou oito novos casos da subvariante BQ.1 no Estado. Os casos foram identificados em amostras coletadas na duas últimas semanas de outubro e nas duas primeiras de novembro em Porto Alegre (5) e Santa Maria (3), elevando para nove o total no Rio Grande do Sul.
Em Porto Alegre, todos os novos casos foram detectados pela equipe do Hospital Moinhos de Vento. Dois pacientes são do município e os demais de Canoas, Cachoeirinha e Alvorada. Os outros três casos foram detectados pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Sublinhagem da variante ômicron, a BQ.1 tem mostrado elevada capacidade de transmissão comparada às outras sublinhagens do coronavírus circulando atualmente no Brasil e tem sido relacionada a novas ondas de casos de covid-19 em diversos países da Europa, China e América do Norte. Não há, no entanto, evidências de que possa causar uma doença mais severa.
A principal preocupação é com o número de gaúchos com a vacinação contra a covid-19 em atraso. Nesta quarta-feira (16), mais de 3 milhões de gaúchos ainda não tomaram a primeira dose de reforço contra a covid-19, equivalente à terceira dose, segundo o painel de Acompanhamento Vacinal da Secretaria da Saúde. Outros 2,2 milhões não foram vacinados com a segunda dose de reforço (quarta dose).


