Polícia

Acusados de organização criminosa e extorsão de empresários do Paranhana são condenados a até 17 anos de prisão

Os criminosos, dentre eles sete homens e uma mulher, foram presos em 2021, após extorquir comerciantes de Parobé, Taquara, Sapiranga e Igrejinha.
Armamento apreendido durante operação, em 2021. Fotos: Arquivo/Polícia Civil Taquara

Passado pouco mais de um ano, da prisão de oito participantes de uma facção criminosa que praticavam crimes de ameaça e extorsão a empresários do Vale do Paranhana, foi divulgada pela Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA), de Taquara, através do delegado titular Valeriano Garcia Neto, a sentença à qual os acusados foram condenados. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul condenou os criminosos a penas que variam de quatro a 17 anos de prisão, em regimes fechado e semiaberto, pelos crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil (PC), de Taquara, as prisões dos então suspeitos pelo cometimento de tais crimes, teriam ocorrido – em sua grande maioria – entre os meses de setembro e outubro de 2021, nas cidades de Taquara, Parobé, Sapiranga e Igrejinha. Ainda conforme a polícia, os criminosos realizavam os crimes de extorsões a proprietários de estabelecimentos comerciais, através de fortes ameaças contra a vida dos próprios e de seus familiares e com o emprego de armas de fogo.

Os criminosos, dentre eles sete homens e uma mulher, foram condenados por Organização Criminosa, com aumento de pena pelo uso de armas de fogo; por Organização Criminosa, com aumento de pena pelo uso da arma e pelo comando; e extorsão com causa de aumento pelo concurso de pessoas. As condenações variam de quatro anos e seis meses (regime semiaberto) até 17 anos de reclusão (regime fechado).

Relembre algumas das prisões de 2021

Em uma das prisões, um casal de jovens – integrante de uma facção criminosa – recém havia extorquido um empresário taquarense e, após perseguição pela ERS-239, acabou sendo preso, no dia 07 de outubro de 2021, por agentes da PC e soldados da Brigada Militar, no município de Parobé.

Em outro caso, agentes da DP de Taquara cumpriram, na manhã do dia 28 de setembro de 2021, dois mandados de prisão preventiva e apreenderam vasta quantidade de armas e munições, em continuidade às investigações dos crimes de extorsão e organização criminosa ocorridos na região.

Na ocasião, em que os policiais foram coordenados pela delegada Rosane de Oliveira (antiga responsável pela DP de Taquara), foram apreendidos: 1 revólver cal. 22; 1 revólver cal. 38; 3 pistolas cal. 380; 2 pistolas cal. 9mm; 1 fuzil cal. 556; 1 espingarda cal. 12; 3 rádios HTs; diversos aparelhos celulares; mais de 3 mil reais em dinheiro e munições de diversos calibres.

Denúncia anônima

O delegado Valeriano Garcia Neto, titular das delegacias de Polícia Civil e a DPPA de Taquara, divulgou um número de WhatsApp para denúncias anônimas. Segundo o delegado, é de extrema importância a ajuda da população para que crime como esses e tantos outros, como tráfico de drogas, roubos, assassinatos, possam ser esclarecidos e os criminosos paguem por seus delitos.

Qualquer informação sobre a cidade de Taquara pode ser encaminhada anonimamente pelo seguinte WhatsApp: (51)-98443-348. A Polícia Civil de Taquara garante o total sigilo das informações repassadas.