
Nesta quarta-feira (14), às 20h, o Centro de Eventos das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat) será palco da apresentação do espetáculo “Alma Única”. O evento, que tem o apoio da Faccat e da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, tem o incentivo da Lei Rouanet, Ministério do Turismo Pátria Amada Brasil, Governo Federal, e patrocínio da Docile e Agrogen, e será apresentado com entrada franca.
As apresentações, que já ocorreram em Porto Alegre , no Teatro do Sesc e no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa, e passaram por várias cidades do interior, como Montenegro, Canoas, Novo Hamburgo, Santo Ângelo, Santa Rosa, Santa Maria, Lajeado, Santa Cruz, Cachoeira e Bagé, foram retomadas este mês, com abertura de breve turnê em Gramado, seguido de Caxias do Sul e agora chegando em Taquara.
O espetáculo Alma Única
Com direção cênica do baixo-barítono Ricardo Barpp, direção musical do flautista, professor e maestro Tita Sartor e direção de produção e coordenação geral de Therezinha Petry Cardona, o elenco é formado por artistas de Montenegro, entre eles o harpista Leandro Cardona, radicado em Lisboa, Portugal, que virá ao Brasil especialmente para a turnê de apresentações. Rosimari Oliveira (soprano), Leandro Cardona (harpa), Marcel Estivalet (violão), Tita Sartor (flauta), Arlei Mont’Negro, (percussão) e Débora Brandt Alencastro (bailarina), formam o elenco, além do músico convidado Matheus Kleber (acordeon).
O espetáculo apresenta entrelaçamentos entre um recital de Música de Câmara, com voz e balé, que transita do erudito ao popular; entre a alma brasileira e a universal, evocando o caráter expressivo e artístico da música e da dança, através dos sons, palavras e gestos.
Reúne pérolas do repertório erudito europeu, reverencia o tango de Astor Piazzolla e o colorido da música brasileira, de Dorival Caymmi a Villa-Lobos, passando por Tom Jobim e João Pernambuco.
As intervenções da bailarina Débora Brandt Alencastro, aliadas às diferentes combinações dos intérpretes, com destaque para a voz da soprano Rosimari Oliveira, a harpa de Leandro Cardona, instrumento com uma sonoridade de rara beleza, a excelente flauta de Tita Sartor, o violão de Marcel Estivalet, a percussão do músico Arlei Mont`Negro e o acordeon do músico convidado Matheus Kleber, tornam o espetáculo digno da reunião de linguagens tanto do ponto de vista conceitual como estético.
Sublinhado pela iluminação especialmente criada por Carol Zimmer e pelos figurinos assinados por Fabrizio Rodrigues, o espetáculo representa a sinergia artística envolvendo a dança, o canto e a música de câmara, levando para o público a possibilidade de uma apresentação com a intensidade e a riqueza que as linguagens da dança e da música conjugadas propiciam.
“Nós do Alma Única pensamos na visão plástica do espetáculo, onde tudo se integra”, diz a soprano Rosimari Oliveira.
“O espetáculo, através da sua diversidade, busca construir no espectador um enredo imaginário de encantamento e encontro artístico entre a música, a dança e o canto”, afirma o diretor musical e flautista, Tita Sartor.
A bailarina Débora Brandt de Alencastro diz que o Alma Única traz para a cena uma conversa direta com a música e a dança, onde ambas ocorrem no palco simultaneamente e, de certa forma, a dança está abraçada pela música.
“O espetáculo traz um certo aconchego neste concerto com seu repertório cuidadosamente selecionado e atenciosa condução cênica”, ressalta Débora.
Sobre a concepção do espetáculo
“Um encontro entre som e olhar que propõe expandir o fazer musical através de canções, cenas e estilos: música de câmara, a ópera, o ballet, a canção popular. O recital se transforma num espetáculo cênico seja pela inesperada reunião da harpa, violão, flauta e percussão, como também e, principalmente, pela dramaticidade conduzida por uma bailarina clássica e uma cantora de ópera. Esta sutil interação entre o sentimento, a palavra e o corpo é o que me conduz a encontrar o significado de uma Alma Única. Que não se pode dizer particular, já que se torna um laço universal, através da música, arte que toca literal e simbolicamente o corpo, o próprio ser e o que nele se acredita alma”, enfatiza o diretor de palco, Ricardo Barpp.


