
Um crime ocorrido em agosto de 2019, e que chocou a comunidade de Taquara, começará a ter desfecho em primeira instância a partir desta sexta-feira (15). A Justiça começará o júri de José Antônio Sartori, 64 anos, acusado de tentar matar a ex-companheira Marilene Wagner Sartori, 63 anos. Para tanto, ele simulou um assalto e acertou seis disparos na vítima. Marilene sobreviveu e, nesta sexta-feira, prestará depoimento no julgamento.
José Antônio está preso desde a época do crime. O júri teria início na sexta-feira passada, mas acabou cancelado por conta do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O início da sessão plenária está marcado para 9h15min, com previsão de término somente à noite. O réu será apresentado pela Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), uma vez que está recolhido no Presídio de Canoas.
À época do crime, Sartori e Marilene estavam divorciados, mas ele propôs uma reconciliação. Os dois jantaram juntos naquele dia, mas no caminho de volta para casa, Sartori parou o carro alegando algum problema mecânico. No entanto, ele desceu do veículo, colocou luvas, pegou a arma e deu tiros contra o vidro da janela do caroneiro, onde estava Marilene.
O homem voltou ao carro e dirigiu no sentido de Igrejinha. Marilene chegou a fingir a própria morte para que o ex-companheiro levasse ela até o Hospital de Taquara. Na casa de saúde, o réu disse que os tiros teriam sido feitos por assaltantes. Contudo, Marilene, lúcida, conseguiu contar a verdade aos policiais acionados pela equipe do hospital. Sartori foi preso no hospital e autuado em flagrante na delegacia do município.
Marilene trabalhou por muitos anos na Câmara de Vereadores de Taquara como funcionária concursada do Legislativo. À época do crime, já havia se aposentado, mas continuava nos trabalhos legislativos, como diretora, em cargo comissionado. A presidência era ocupada, naquele ano, pela atual prefeita de Taquara, Sirlei Silveira. Os filhos da vítima contam que pedirão justiça e a prisão e condenação do pai.


