Polícia

Júri do acusado de tentar matar ex-servidora da Câmara de Taquara acontece nesta sexta-feira (16)

Sessão seria realizada na semana passada, mas foi transferida devido ao jogo do Brasil.
Carro com as marcas dos disparos no crime ocorrido em 2019. Arquivo

Um crime ocorrido em agosto de 2019, e que chocou a comunidade de Taquara, começará a ter desfecho em primeira instância a partir desta sexta-feira (15). A Justiça começará o júri de José Antônio Sartori, 64 anos, acusado de tentar matar a ex-companheira Marilene Wagner Sartori, 63 anos. Para tanto, ele simulou um assalto e acertou seis disparos na vítima. Marilene sobreviveu e, nesta sexta-feira, prestará depoimento no julgamento.

José Antônio está preso desde a época do crime. O júri teria início na sexta-feira passada, mas acabou cancelado por conta do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O início da sessão plenária está marcado para 9h15min, com previsão de término somente à noite. O réu será apresentado pela Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), uma vez que está recolhido no Presídio de Canoas.

À época do crime, Sartori e Marilene estavam divorciados, mas ele propôs uma reconciliação. Os dois jantaram juntos naquele dia, mas no caminho de volta para casa, Sartori parou o carro alegando algum problema mecânico. No entanto, ele desceu do veículo, colocou luvas, pegou a arma e deu tiros contra o vidro da janela do caroneiro, onde estava Marilene.

O homem voltou ao carro e dirigiu no sentido de Igrejinha. Marilene chegou a fingir a própria morte para que o ex-companheiro levasse ela até o Hospital de Taquara. Na casa de saúde, o réu disse que os tiros teriam sido feitos por assaltantes. Contudo, Marilene, lúcida, conseguiu contar a verdade aos policiais acionados pela equipe do hospital. Sartori foi preso no hospital e autuado em flagrante na delegacia do município.

Marilene trabalhou por muitos anos na Câmara de Vereadores de Taquara como funcionária concursada do Legislativo. À época do crime, já havia se aposentado, mas continuava nos trabalhos legislativos, como diretora, em cargo comissionado. A presidência era ocupada, naquele ano, pela atual prefeita de Taquara, Sirlei Silveira. Os filhos da vítima contam que pedirão justiça e a prisão e condenação do pai.