Andressa Corso Selau, 16 anos, natural de Estrela, é filha de Ivete Corso Selau (49) e Cláudio José Scheffer Selau (49) e irmã de Willian (23). Estudante do terceiro ano do ensino médio no Colégio Santa Teresinha, trabalha na Scheffer Materiais de Construção e é presidenta do Interact Club de Taquara.
Desde quando você participa do Interact e o que a motiva?
Participo desde 2007, quando fui convidada por minha amiga Fernanda Melo. O que me motivou a entrar no clube foi o trabalho social e as amizades que fazemos, fatores que continuam me motivando até hoje.
O que representa assumir a presidência do Interact?
Era algo que eu esperava há muito tempo. É ótimo poder passar para todos, principalmente para os novos sócios, a experiência que adquiri no Interact. Me sinto muito feliz por poder expressar também a alegria e a importância em continuar um trabalho que já modificou tanto a minha vida. Nesta gestão iremos nos envolver mais com a educação, através de um projeto que tem como objetivo incentivar a leitura.
Como você vê engajamento dos jovens em causas e movimentos sociais?
Acredito que os jovens estejam bem mais envolvidos. Analisando até mesmo de apenas um ano para cá, noto uma procura maior vinda de toda parte do município. Existe bastante gente interessada, e isso é ótimo. Temos que ter renovação, pois novas ideias trazem ainda mais motivação para o grupo.
Quais são suas impressões de Taquara?
Nasci em Estrela, morei por três anos em Lajeado e depois vim para Taquara. Acredito que as áreas da saúde e da segurança tenham melhorado, mas ainda falta muita coisa. Dificilmente a população se envolve nos pontos mais críticos da cidade, pois não conhece a realidade do município, como, por exemplo, a do bairro Empresa ou da localidade de Paredão. As pessoas ficam só no centro, mas, através do trabalho social, acabamos conhecendo situações que não imaginamos acontecerem em Taquara.
Como se autodefine?
Sou muito entrosada, converso com todos e falo o que precisar falar, mas, às vezes, a sinceridade incomoda um pouco. Tento ser alegre sempre, não consigo ter mau humor com as pessoas e sou bem crítica.
O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Nos finais de semana, gosto sair com meus amigos, assistir a filmes com a família e ler.
O que a tira do sério: quando algo que faço não é compreendido por outra pessoa, resultando em algum desentendimento.
O que considera ter sido mais importante que você aprendeu com seus pais?
Além do amor e da ética, ser empreendedora.
O que um homem precisa ter para chamar sua atenção?
Precisa ser extrovertido e parceiro.
Cite uma lembrança marcante: os Natais que passávamos em Gravataí, junto da família por parte de mãe.
Quais são seus planos para o futuro?
Quero concluir o terceiro ano do ensino médio e, no ano que vem, fazer um curso de costura. Em julho planejo começar a faculdade de Moda e depois fazer uma pós-graduação fora do país, na França ou em Londres. Antes disso, pretendo fazer uma boa gestão no Interact, pois, de certa forma, adiei a faculdade para me dedicar ao clube. Sei que vou crescer com isso. Também no final deste ano pretendo fazer uma viagem ao Chile, para rever o intercambista rotaractiano Eduardo Vidal, que passou uma temporada aqui em Taquara.
Estilo musical: reggae
Prato predileto: a lasanha da minha mãe.
Uma mania: dormir com o celular ao lado da cama.
Um lugar: Bombas (SC).
Uma habilidade: dançar (pagode e música gaúcha).
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: “Os ventos que às vezes tiram algo que amamos são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e, sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre” (Bob Marley).


