Eder Dias Kerpel, 32 anos, natural de Porto Alegre. É casado com Daniela Schäfer, de 30 anos. Cursa Administração na Faccat, é diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Taquara e gerente de vendas da concessionária local da Ritmo Veículos Ltda.
Faça um relato sobre sua trajetória profissional.
Ainda guri, eu era amigo de alguns locutores e freqüentava a Rádio Taquara a título de curiosidade. Então, o Seu Olavo (Wagner) me deu uma oportunidade e, meu primeiro emprego, foi de operador da rádio. Aprendi muita coisa, tanto sobre a parte técnica quanto para o meu amadurecimento. Foi uma época boa e legal da minha vida. Depois trabalhei em empresas como Civana, Azaléia e Lucipa. Em 1998, vim para a Sulpeças que, em outubro de 2006, passou para a Ritmo.
O que representa para você ser gerente da empresa?
Tenho um pouco mais de 10 anos de Fiat e a oportunidade de me tornar gerente de vendas surgiu ainda no tempo da Sulpeças. No período de aquisição da concessionária pela Ritmo, foi dada a oportunidade de cada funcionário continuar desenvolvendo sua função. Hoje, sou gerente há três anos e é muito gratificante, pela liberdade e autonomia que tenho para desenvolver o trabalho.
Comente sobre a inserção da Ritmo na região.
Tínhamos um bom relacionamento com os clientes desde a época da Sulpeças e temos procurado manter isso. Hoje os clientes já entenderam a entrada da Ritmo e estão abraçando a concessionária, pois, além da melhora na nossa estrutura, o atendimento continua dentro dos padrões da Fiat. Passados dois anos, a Ritmo está num nível muito bom de entrosamento com a comunidade e com toda a região.
Nos últimos anos, as facilidades de crédito movimentaram as vendas do setor automotivo. Como você vê o mercado hoje?
Acredito que a crise econômica vai começar a importar um pouco a partir de agora, pois até outubro ela não foi forte. Notamos mais uma situação de precaução do que de impacto econômico. Os clientes têm procurado pagar à vista ou buscado instituições financeiras com taxas de juros mais baixas. Também temos discutido o assunto com os bancos, para podermos manter os resultados. Contudo, não sou pessimista em relação a isso e creio que seja algo passageiro. Temos acompanhado as Bolsas e acredito que a estabilização possa depender das eleições americanas. Depois disso, tudo deve voltar ao normal.
O que te motiva a integrar a diretoria da CDL?
Fui convidado pelo Mauro (Mauro Rogério da Silva, presidente da CDL) e meu principal intuito foi que, de alguma forma, pudesse colaborar com o município, para fazer com que toda a comunidade cresça, pois, juntos, somos mais fortes. As indústrias, o comércio e as pessoas precisam adquirir essa consciência e se unir, trabalhando para dentro da região e consumindo os produtos da cidade, para trazer mais retorno ao município.
Como você se autodefine?
Sou um cara tranqüilo, otimista, bem-humorado e guerreiro, busco as coisas que quero. Sou uma pessoa feliz.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
A Dani era amiga de uma colega minha de trabalho, no tempo da Lucipa. Combinamos de sair em turma e começamos a namorar. Nos separamos por um ano e, desde 2002, estamos casados. Ela é o meu ponto de equilíbrio. O que mais admiro é o controle financeiro que tem. Ela é minha parceira, está sempre disposta e com ela “não tem ruim”.
Quais são seus planos para o futuro?
Quero me formar em Administração. Esse é o meu principal objetivo agora, bem como continuar crescendo profissionalmente, de acordo com as oportunidades que forem surgindo na empresa. Além disso, ter filhos também está nos planos.
O que o tira do sério: falta de atitude.
Uma mania: tirar as coisas do lugar e não colocar de volta.
Um lugar: Salvador (BA).
Uma dica de vida: As pessoas têm muitos problemas e olham muito para eles, quando, na verdade, para tudo se tem uma solução. Por isso, não devemos colocar as dificuldades na frente das possibilidades.


