
Começou, na manhã desta quarta-feira (12), o seminário “Taquara 137 Anos: descobrindo invisibilidades”. Até quinta-feira (13), o Centro Educacional Indio Brasileiro Cezar receberá um total de 25 palestras de historiadores, pesquisadores e personalidades do Município, que estão abordando histórias dos mais diferentes povos existentes em Taquara, além de curiosidades sobre distritos e localidades no interior.
A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Taquara, através do Museu Histórico Municipal Adelmo Trott, e pelo Arquivo Histórico Municipal Maria Eunice Müller Kautzmann. O evento é aberto ao público, em especial, para estudantes do Ensino Médio e Ensino Superior, além de professores de Taquara e região.
“Esta é uma das nossas ações de aniversário do Município, que na segunda-feira que vem comemora 137 anos. Estamos muito felizes em reunirmos nestes dois dias pessoas com conteúdos tão importantes sobre a nossa cidade”, destaca a prefeita Sirlei Silveira.
Abertura do seminário retrata o povo palestino de Taquara
A primeira palestra foi realizada pela jornalista Magda Rabie, que trouxe o tema “Palestinos em Taquara: a família Rabie”. Em sua fala, ela contou sobre a história de sua família, e de outras pessoas palestinas e de origem de outros países árabes que vivem hoje no Município.
Magda também abordou sobre a história de seu pai, que nasceu na Palestina, no Oriente Médio, e veio para o Brasil ainda jovem, na década de 1960, por causa da constante guerra que afeta a região até hoje. Em terras brasileiras, ele casou e teve filhos eapós passar por diversas cidades, a família se estabeleceu em Taquara, em 2000.
A jornalista destacou ainda que foi emocionante falar de sua família e da cultura muçulmana para o público, se sentindo orgulhosa por também homenagear a cidade que escolheu morar há 23 anos. Ela também destacou a importância de abordar, neste seminário, os diferentes povos que vivem no Município.
“Estas palestras são essenciais porque abordam pessoas que estão aqui diariamente, mantendo viva a sua cultura e tradição, e que passam despercebidas por nós. Valorizar e reconhecer estes povos é essencial para a história de Taquara, pois todos plantam ou plantaram a sua sementinha nestes 137 anos de emancipação do Município”, frisa Magda.
Resgate às histórias invisíveis do Município
O chefe da Divisão do Arquivo Histórico de Taquara, Maicon Rodrigues, avaliou o início do evento. Ele destacou que o tema foi definido para retratar as histórias invisíveis da cidade, ou seja, daquelas que não são de conhecimento de muitas pessoas, e que poderiam se perder com o passar dos anos.
“O sentimento de realizarmos este seminário é de muita felicidade. Trouxemos aqui pessoas de diversas idades e perfis, para que contem um pouco a sua história, as suas origens e também sobre quem vive em determinadas regiões no nosso interior. Isso ajuda a fortalecer o sentimento de pertencimento com o Município”, ressalta Maicon.
Nesta quarta-feira, a programação segue até às 17h. Na quinta-feira, o seminário reinicia a partir das 8h, seguindo até às 16h30min.
Programação das próximas palestras
12/4
13h – Projeto: história do Morro da Pedra – Angela Streit
13h30 – Afrodescendentes em Taquara: descobrindo invisibilidades – Ubiratã Freitas
14h – Santa Cristina do Pinhal no processo emancipatório de Taquara – Paulo Gilberto Mossmann Sobrinho
14h30 – A ocupação pré-colonial e a tradição Taquara – Antônio Soares
15h – Intervalo
15h30 – O patrimônio imaterial na Taquara do Mundo Novo – Vania Priamo
16h – A história da localidade de Olhos D’Água – Silvio Britto
16h30 – A vila África e suas personagens – Taiane Naresi Lopes
17h – Encerramento
13/4
8h – Abertura
8h15 – As igrejas do Centro: um caso suis generis – Miriam Haag
8h45 – Patrimônio histórico-cultural de Taquara – Maicon Rodrigues
9h15 – Distrito de Entrepelado e adjacências: um pouco da sua história – Sandra Geiger
9h45 – Intervalo
10h45 – As localidades de Morro Alto, Quarto Frio e Ilha Nova – Enedir Arlindo Hoffmeister
11h15 – Fazenda Fialho, Santa Cruz da Concórdia, Pega Fogo e adjacências: aspectos históricos – Carla Jordana Ronnau
11h45 – Intervalo
13h – O tropeirismo em Taquara – Marco Aurélio Angeli (Zoreia)
13h30 – O trem chega à Taquara – Eduarda Farias da Silva
14h – Jordanianos em Taquara: a família Shunaq – Nariman Shunaq
14h30 – O Distrito de Rio da Ilha conta sua história – Noemia Franco
15h – Intervalo
15h30 – O Estaleiro Wichmann: um legado familiar – Flávio Wichmann
16h – O empreendimento de Tristão José Monteiro: a colonização do Mundo Novo – Dóris Rejane Fernandes
16h30 – Encerramento


