Perfil

Marcelo Belmiro Bischoff

Marcelo Belmiro Bischoff, 40 anos, é natural de Taquara. É solteiro, formado em licenciatura plena em História, é professor do

perfil_marceloMarcelo Belmiro Bischoff, 40 anos, é natural de Taquara. É solteiro, formado em licenciatura plena em História, é professor do município de Parobé e diretor da escola Felipe Marx (Polivalente) de Taquara.

Conte-nos sobre sua trajetória profissional.
Comecei a trabalhar numa fábrica de calçados, na parte da produção. Em 1989, iniciei a faculdade de Teologia, a qual cursei por quatro anos e meio. Foi uma experiência muito positiva, principalmente em termos de formação da minha visão social e de mundo. E foi a partir dali que decidi fazer faculdade de História. Atuei como conselheiro tutelar e depois iniciei minha carreira como professor, dando aula em escolas particulares de Taquara e do município de Parobé. Em 1999, o professor Telmo Carlotto, que na época era diretor da escola Felipe Marx (Polivalente), me convidou para dar aula na escola. Em 2005, passei a ser vice-diretor do turno da noite, no mandato da professora Vânia (Dietrich), e, quando ela se aposentou, assumi a direção, em 2009. Em Parobé atuo como professor na escola João Muck.

Como vê o sentimento de civismo entre os estudantes de hoje?
Vejo como algo bastante preocupante. No período pós-ditadura, os jovens iam às ruas para defender seus direitos e, hoje, com a instauração da democracia, eles acham que não têm mais para que lutar. Estão realmente despreocupados, desinteressados quanto ao rumo da política brasileira. Só existe civismo quando se fala em futebol. Claro que sempre há aqueles que se interessam, mas temos dificuldade até de fazermos uma hora cívica na escola, pois a grande maioria não gosta.

Quais são suas principais características pessoais?
Sou democrático, paciente, ouvidor, tenho muita força de vontade e sou uma pessoa determinada. Também carinhoso, humano e, às vezes, um pouco grosseiro, meio cru, pois falo o que acho, sem medir muito as palavras.

O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Gosto de estar em casa, curtir a família, ir ao cinema, ir a Porto Alegre e aproveitar a parte cultural que a cidade oferece.

Quais são suas impressões de Taquara e Parobé?
Apesar de morar em Parobé, minha vida profissional acontece mais em Taquara, uma cidade que tem como pontos positivos a Feira do Livro, que vem sendo aprimorada a cada ano, e eventos que visam à diversidade, como a Festa das Compotas, na tentativa de se buscar a questão cultural para a comunidade. Contudo, ainda faltam locais como um centro de cultura, por exemplo, e um pouco mais de infraestrutura em se tratando de calçadas e ruas. Parobé, por sua vez, é uma cidade bonita, tem uma bela praça (1º de Maio) e é muito aconchegante.

O que o tira do sério: algo que me deixa chateado é o individualismo.

O que considera de mais importante ter aprendido com seus pais?
A simplicidade, o senso de justiça, a justiça social, o fato de ser carinhoso e ter facilidade  de me relacionar com as pessoas, além do gosto pela história.
Uma lembrança marcante: a luta e a vitória da minha mãe contra o câncer.

Quais são seus planos para o futuro?
Pretendo continuar mais tempo na direção do Polivalente para atingir meu objetivo, que é melhorar as condições de estrutura da escola e o conhecimento geral dos alunos. Também quero dar continuidade aos meus estudos através de uma pós-graduação e cada vez mais me dedicar à profissão, pois ser professor e dar aula é o que gosto de fazer.

Estilo musical: MPB e rock nacional.

Prato predileto: massas (comida italiana em geral).

Uma habilidade: cozinhar.

Um lugar: praia.

Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: Que as pessoas pratiquem sempre o bem, sem interesses por trás de suas ações. E que a paz, a verdade e a simplicidade estejam à frente de suas práticas.

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