
Agentes da Delegacia de Polícia Civil (PC), de Três Coroas realizaram, no final da tarde desta terça-feira (13), o cumprimento de mandado de prisão preventiva de um homem, de 34 anos, na Estrada Geral de Moreira, próximo à divisa dos municípios de Três Coroas e Gramado. Conforme informou o delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari, responsável pelas investigações, o homem havia sido condenado a mais de 19 anos de prisão por furto a residência seguido de estupro de uma adolescente, de 14 anos, crimes cometidos em Três Coroas, no ano de 2017.
Entretanto, após seis anos cumprindo a pena, o acusado obteve o benefício de prisão domiciliar, no mês de maio de 2023, tendo voltado a morar na cidade. Conforme Caliari, logo após ser solto, o Instituto Geral de Perícia (IGP) informou à Delegacia acerca da constatação de que o material genético dele, coletado por ocasião do estupro de 2017, foi compatível com outros dois casos de abusos sexuais anteriores, cometidos nas cidades de Igrejinha e Três Coroas, no ano de 2013.
Naquela ocasião, não foi possível identificar qualquer suspeito, mas foi coletado material pertencente ao estuprador junto às duas vítimas mulheres, o que possibilitou a atual realização da confrontação dos materiais referentes aos crimes cometidos nos anos de 2013 com o estupro de 2017. Segundo a PC, o IGP somente pode realizar tais confrontações de material genético após terem sido esgotadas todas as possibilidades de recurso pela defesa do réu, fato que justifica o motivo de tão somente agora terem sido realizadas as confrontações genéticas que constataram que o DNA do acusado também está presente nos materiais coletados junto às vítimas dos anos de 2013.
O delegado Caliari ressaltou a importância da prisão preventiva, também, pela verificação de que o condenado não estava cumprindo adequadamente sua prisão domiciliar, andando livremente pelas ruas, pois em duas outras ocasiões, não foi possível encontrá-lo no endereço por ele informado, sendo que tal hipótese seria possível somente em caso de regular exercício de atividade empregatícia, o que não foi comprovado junto à Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE).
Após a realização de sua audiência de custódia, o preso foi levado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), de Taquara, onde aguarda pela definição do presídio para o qual será conduzido.


