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Novo ciclone extratropical causa poucos estragos no Vale do Paranhana

Queda de árvores, como na Rua Edmundo Saft, no Bairro Morro da Cruz, em Taquara, foram registradas na maioria das cidades da região
Fotos: Defesa Civil de Taquara

Apesar da chuva que caiu na tarde e noite de quarta-feira (12), e do vento forte da madrugada e manhã desta quinta-feira (13), o novo ciclone extratropical que atinge o Rio Grande do Sul causou poucos estragos no Vale do Paranhana.

Em Parobé, Rolante e Riozinho a situação já está normalizada. De acordo com a Defesa Civil de Parobé, houve apenas um caso de poste de luz caído e outro de uma família, moradora da Vila São João, que decidiu sair voluntariamente de casa.

“Em Riozinho, o Loteamento Wasem ficou sem energia e a passagem molhada da Paraboni está interditada, mas sem maiores transtornos. E em Rolante, foi registrada a falta de luz no bairro Rio Branco, que já foi normalizada, e precisamos cortar uma árvore. Mas o rio não saiu do leito, não deu enchente, não deu enxurrada no Centro, está tudo liberado”, conta Leandro Gottschalk, comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Rolante e de Riozinho.

Em Igrejinha, a Defesa Civil do Município emitiu um alerta a comunidade, solicitando que as pessoas permaneçam em locais seguros, se protegendo e evitando transitar na rua, de carro ou a pé, até que o vendaval passe.

“Tivemos alguns extravasamentos dos arroios, ontem, entre 21h e 22h, do Arroio Solitária, na Invernada, na Morada Verde, aqui na Independência. Acabaram saindo pra fora da calha, mas por um período muito pequeno e logo em seguida retornando ao normal. No mais, não tivemos nenhum atendimento, nenhuma acionamento decorrente de ventos ou situações climáticas”, relata Joni Feltes, comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Igrejinha.

Em Três Coroas, conforme Juliano Volkart, presidente da Associação Bombeiros de Três Coroas, a situação também está tranquila. Houve a elevação do rio e afluentes, mas sem danos. Apenas casos pontuais de água que invadiu os pátios de algumas casas, nos bairros Quilombo, Moreira e CTG. E sem nenhum registro de deslizamento de terra ou queda de árvores na cidade.

O coordenador da Defesa Civil de Taquara, Alessandro dos Santos, informa que, no Município, na noite de quarta-feira, foram registrados alguns transtornos no bairro Santa Maria, em razão da cheia do Rio Paranhana, mas a água chegou somente nos pátios e logo o rio baixou em torno de um metro, por volta de 3h da madrugada, e as ruas alagadas já estão liberadas.

“Em Rio da Ilha e Padilha o rio também transbordou, em Moquém e Vila Teresa, deixando as ruas obstruídas, mas também logo a água baixou e já normalizou. Além disso, tivemos o registro da queda de duas a três árvores na região do Distrito de Pega Fogo, outra árvore na Rua Edmundo Saft, no Bairro Morro da Cruz, no final da tarde de ontem, e também há algumas casas nos bairros Medianeira e Mundo Novo sem luz, por causa de um problema no cabo de luz. Seguimos monitorando o Rio dos Sinos e estamos preparados, caso seja necessário fazer alguma remoção urgente, nossas equipes já estão de prontidão”, tranquiliza o coordenador de Defesa Civil de Taquara.

Atualização

Por volta de 10h desta quinta-feira (13), de acordo com Matheus Modler, secretário de Meio Ambiente, Defesa Civil e Causa Animal de Taquara, os cursos de rios e arroios do Município se mantinham sem extravasamento, com exceção do Rio dos Sinos que, embora tenha saído da calha, não atingiu nenhuma residência.

“Neste momento, não temos nenhum desabrigado ou desalojado, mas tivemos o registro de 23 atendimentos de pessoas que nos solicitaram lona”, explica o secretário de Meio Ambiente, Defesa Civil e Causa Animal de Taquara.