Os lares estão em polvorosa. Já não sabemos mais o que está certo e o que está errado, qual é a medida do limite? Quando os pais permitem aos seus filhos fazerem algo que lhes é pedido, muitas vezes depois sentem-se culpados. Quando não consentem, ficam mal também ao ouvirem o argumento de que os filhos dos outros podem fazê-lo.
Penso que culpa é o sentimento da moda. Culpamos-nos quando fazemos e culpamos-nos também por não fazermos.
São tantas as preocupações hoje com os nossos filhos, são tantas opções, tantas coisas ruins… As notícias nos apavoram. As drogas estão cada vez mais perto. O álcool, que geralmente é o trampolim para as drogas, está sendo vendido para menores.
Outra coisa bem interessante é passar pelas ruas da cidade à noite: o que tem de “criança” andando em grupinhos é de causar espanto. Onde estão os adultos? Bom, penso que estejam se culpando em casa!
A culpa não nos exime da grande responsabilidade. Precisamos sair da “cadeira do conforto” e tomar atitudes. Queridos pais: nem sempre vamos acertar, mas não podemos ser negligentes. Antes errarmos por colocar regras um pouco mais rígidas do que por pensamos em ser moderninhos e com isso perdermos nossos filhos.
*Dica para o Conselho Tutelar: que tal um olhar mais apurado para esta área do alcoolismo juvenil? Não que seja responsabilidade somente desse órgão, pois sabemos que a primeira responsabilidade precisa ser dos pais, mas o Conselho Tutelar pode colaborar um pouco mais.
Você já abraçou o seu filho hoje? Ainda há tempo!
Esta postagem foi publicada em 10 de setembro de 2010 e está arquivada em Colunas, E a família, como vai?.


