
Natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o cantor Almir Sater se destaca na cultura brasileira como um músico e compositor criador de um estilo único e original. Suas músicas dialogam com as culturas regionais de seu estado e agradam aos mais variados públicos, do popular ao erudito. Em turnê de quatro shows pelo Rio Grande do Sul, o artista irá se apresentar, neste domingo (20), no Centro de Eventos das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat).
Na turnê que traz ao estado, todos os seus principais sucessos serão apresentados como “Tocando em Frente”, “Chalana”, “Trem do Pantanal”, “Cabecinha no Ombro”, assim como as composições mais recentes, como “D de Destino” e “Assim os Dias Passarão”, além de canções do último álbum “Do Amanhã Nada Sei”, lançado no ano passado em formato digital, compondo um repertório que contempla diversos períodos de sua carreira.
Recordista de público em diversos teatros e festas pelo Brasil, Almir Sater irá se apresentar em Santa Maria, na quinta-feira (17), no Centro de Convenções da UFSM; em Porto Alegre, na sexta-feira (18), no Auditório Araújo Vianna; em Pelotas, no sábado (19), no Theatro Guarany; em em Taquara, no domingo.
Para quem gosta da boa música instrumental brasileira e de canções com letras que tratam do estilo sertanejo pantaneiro, de amor e de reflexões sobre a vida, entre outros temas, será um show inesquecível e emocionante.
Organizado pela Lune Produtora, o show em Taquara, no Centro de Eventos da Faccat, terá início às 19h. Os ingressos, no valor de R$ 175,00, podem ser adquiridos na Loja Clip, na Tesouraria da Faccat, ou pelo site da Blueticket, no link https://www.blueticket.com.br/evento/32721/almir-sater-taquara-rs.
Mais informações podem ser obtidas no Instagram da produtora, no perfil @luneprodutora.

Conheça Almir Sater
Natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Almir Sater começou a tocar violão aos 12 anos. Com 20 anos, saiu da cidade natal e foi estudar Direito no Rio de Janeiro. Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no Largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira.
Desistiu da carreira de advogado e logo descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre. Voltou para Campo Grande e formou, com um amigo, a dupla Lupe e Lampião, em que era o Lupe. Em 1979, resolveu tentar a sorte em São Paulo, na Capital, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno.
Mais tarde, com o projeto Vozes & Violão, apresentou-se em teatros paulistanos, mostrando suas composições. Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco, Almir Sater, em 1981, álbum que contou com a participação de Tião Carreiro. Seu segundo disco, Doma (1982, RGE), marcou seu encontro com o parceiro Paulo Simões.
Em 1984 formou a Comitiva Esperança, que, durante três meses, percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a música do povo mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater instrumental (1985, Som da Gente), que misturava gêneros regionais – cururus, maxixes, chamamés, arrasta-pés – com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador.
Em 1986 lançou Cria, pela gravadora 3M, inaugurando parceria com Renato Teixeira, com quem compôs, entre outras, Trem de lata e Missões naturais. Em 1989 abriu o Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, depois viajou para Nashville, nos EUA, onde gravou o disco Rasta bonito (1989, Continental), encontro da viola caipira com o banjo norte-americano.
Convidado para trabalhar na novela Pantanal, da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade, enquanto composições suas, como Comitiva Esperança (cantada em dupla com Sérgio Reis) e Um violeiro (gravada por Renato Teixeira), estouravam nas paradas de sucesso. Em 1990-1991 participou da novela A história de Ana Raio e Zé Trovão, também da TV Manchete, mas em seguida se afastou da televisão, pois as gravações não lhe deixavam tempo para a música.
Gravou ainda Instrumental II (1990, Eldorado), Almir Sater ao vivo (1992, Sony), Terra dos sonhos (1994, Velas) e Caminhos me levem (1997, Som Livre), além de diversas coletâneas. Voltou a TV em 1996, obtendo grande êxito como o Pirilampo, da novela O Rei do Gado, da TV Globo. Almir Sater também participou do recente remake da novela Pantanal, exibido pela Globo, interpretando o chalaneiro Eugênio.


