Polícia

Moradora de Taquara que teria ido morar em Curitiba segue desaparecida desde 2019

A reportagem da Rádio Taquara entrou em contato com órgãos públicos de Curitiba e com a delegacia de Taquara, que não possuem informações sobre Nadiara desde 2019
Nadiara Philereno, 32, está desaparecida desde 2019.
Fotos: Arquivo familiar

A mulher que residia em Taquara e teria ido morar em Curitiba, no Paraná, segue sem dar notícias suas à família e/ou amigos. Nadiara Philereno, que desapareceu no ano de 2019, com 28 anos, teria atualmente 32 anos e, desde que sumiu, não manteve contato e nem informou onde possivelmente estaria residindo.

Segundo Eva Philereno, mãe da jovem, os contatos foram constantes com unidades do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), de Curitiba, de onde obteve as últimas informações, ainda em 2019. Eva e um irmão de Nadiara chegaram a se deslocar até a capital do Paraná em busca de qualquer tipo de vestígio que pudesse indicar o paradeiro da mulher, porém nada foi encontrado.

“No ano passado (2022), meu marido [Paulo Philereno] esteve na delegacia de Taquara e conversou com a delegada [que respondia pela DP na época]. Ela informou que não havia nenhuma pista sobre minha filha. Disse que estavam sem notícias. Nós já tentamos todas as formas de contato, mas agora largamos nas mãos de Deus”, afirma a mãe.

Dona Eva disse que os filhos de Nadiara, que ficaram morando com ela e hoje estão com 7 e 12 anos (há época do desaparecimento da mãe, com 4 e 9 anos), seguem perguntando por ela, mas recebem apenas a resposta de que ainda não há notícias.

Reportagem em ação

A reportagem da Rádio Taquara FM 105.9 entrou em contato com os órgãos públicos, da cidade de Curitiba, para tentar descobrir se houve alguma nova informação sobre o paradeiro de Nadiara Philereno. O CRAS Matriz, o CREAS (Centro de Referência Especializada em assistência Social) Matriz e, também com a Central de Encaminhamento Social, a CES-24h. No primeiro órgão citado, a informação é de que não há nenhum registro de passagem da mulher pelo local.

Em consulta ao CREAS, a coordenadora do local, Margareth Hofstein, informou que possivelmente Nadiara esteja em situação de rua e que para mais informações a reportagem deveria contatar a CES-24h, que é o órgão responsável pelo primeiro atendimento a essas pessoas. Em contato com a Central, um funcionário do local informou que o último cadastro de atendimento de Nadiara foi registrado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, ainda no ano de 2019.

O próximo registro em nome da mulher desaparecida foi no mês de janeiro de 2021, entretanto, não foi realizado por ela e sim pela mãe e o irmão de Nadiara, sendo um novo registro de desaparecimento. O funcionário da CES disse que não há mais registros com o nome dela, porém destaca que ela pode ter buscado algum outro tipo de atendimento usando nome falso, o que é permitido no local por ser exclusivo para o atendimento de pessoas em situação de rua.

A reportagem da Rádio Taquara ainda entrou em contato com o delegado Valeriano Garcia Neto, reponsável pela Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), de Taquara. Em 2021 o pai de Nadiara, José Alencar Philereno esteve no local e registrou um boletim de ocorrência policial sobre o desaparecimento. Segundo o delegado Valeriano, não há nenhuma nova informação sobre o paradeiro da mulher. “Estamos sempre em contato, mas infelizmente não há novidades. Estamos realizando a atualização nas redes sociais, em busca de um novo perfil que possa ter sido criado por ela, mas ainda não obtivemos resultado”, frisa o delegado.

Relembre o caso

No dia 19 de janeiro de 2021, a Rádio Taquara realizou uma reportagem informando que os pais de Nadiara estavam buscando informações que pudessem ajudar a encontrar a filha, que desapareceu em 2019. Conforme Eva Philereno, mãe de Nadiara, as últimas notícias que recebeu sobre a filha foram entre os dias 14 e 16 de dezembro de 2019.

Um funcionário de uma unidade do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), de Curitiba, no estado do Paraná, entrou em contato com a família informando que Nadiara havia realizado uma consulta no local e que estaria em situação de ‘moradora de rua’. Desde então, vinha mantendo contato com o funcionário, porém, com o início da pandemia em março de 2020, não obteve mais notícias.

O pai da mulher, José Alencar Philereno, relatou em boletim de ocorrência policial, registrado na DP de Taquara, no dia 18 de janeiro de 2021 que, na época, a mulher teria conhecido alguém pela Internet que lhe convidou para fazer parte de um grupo que faz uso do chá de ayahuasca, em Curitiba. Em seguida, ela disse aos pais que iria morar no estado do Paraná e, depois disso, nunca mais entrou em contato com a família.