Mais uma vez, estaremos sendo chamados às urnas em outubro deste ano. Momento em que teremos nas mãos a oportunidade de votar em candidatos que tenham condições de serem nossos representantes, tanto para o governo estadual quanto federal.
Por mais que se queira eleger um deputado, percebe-se a falta de consenso por parte dos políticos de nossa região, ou seja, das pessoas que estão à testa dos partidos. Agora são sete candidatos só do Vale do Paranhana, quatro representantes de nossa vizinha cidade, Parobé, sendo os outros de Taquara, Três Coroas e Igrejinha, tendo ainda dois candidatos a deputado federal representando a última cidade.
Por mais que se tenha vontade de ter uma representatividade na câmara estadual ou federal, dessa maneira é quase impossível que o sonho se realize, pois tudo está se encaminhando ao que já sucedeu em eleições passadas: “morrerão todos abraçados”, desculpem o trocadilho.
Caminhando pela cidade, já podemos perceber muitos cartazes, placas e tantos outros materiais com propagandas eleitorais. Estranhamente, muitos candidatos apresentados nesses espaços são oriundos de cidades que não pertencem à região: são os chamados “paraquedistas de épocas de eleições”. Simplesmente eles vêm aqui e arrecadam seus votos, os quais deveriam ser dos nossos legítimos representantes, e depois esquecem de quem os colocou no cargo. Será que é tão difícil aprender essa lição, ou seja, quando é que haverá uma política voltada para os interesses comuns da nossa região?
Às vezes, chego a pensar que não entendo nada desse assunto, principalmente quando vejo tantos taquarenses trabalhando para pessoas de outros lugares, pois temos entre os candidatos representantes de nossa cidade e de cidades vizinhas. Será que os interesses não são os mesmos?
Se isso é politicamente correto, pois o que vale é a cartilha do partido, eu não quero compactuar com tudo isso, mas que é difícil aceitar, ah! é… É muito difícil!
Hoje os interesses são outros, e isso estraga o real sentido da política, fazendo com que muitos eleitores percam a confiança nos candidatos e até mesmo a vontade de saírem de suas casas para votar, coisa que era motivo de orgulho antigamente. A cada novo pleito as abstenções crescem, por que será?
Alguma atitude deveria ser tomada a tempo, a fim de que pudéssemos colocar pelo menos um representante defendendo nossos direitos, mas, pelo andar da carruagem, não vejo possibilidade.
Sabe-se que entre os candidatos temos pessoas capazes de desenvolverem um bom trabalho. Como me considero uma pessoa otimista, vou aguardar os acontecimentos, pois faz tempo que se espera uma virada de mesa, quem sabe não esteja chegando o momento.
Clair Santos Wilhelms
– Professora –
Esta postagem foi publicada em 17 de setembro de 2010 e está arquivada em Caixa Postal 59.


