
Passados esses últimos dias de chuvas mais intensas no Rio Grande do Sul, as cidades do Vale do Paranhana começam a contabilizar os estragos causados pelas cheias dos rios e arroios. Equipes da Defesa Civil dos seis municípios da região, juntamente com demais secretarias municipais, estão nas ruas providenciando a limpeza das vias públicas e estradas, remoção de famílias que moram em zonas de risco, entre outras ações.
Em Três Coroas, de acordo com Augusto Dreher, coordenador da Defesa Civil do município, o caso mais grave, até o momento, foi uma casa da localidade de Linha Café Baixa que acabou desmoronando, em razão do acúmulo de águas que provocou o deslizamento de terras em uma área de risco.
“Tivemos bastante prejuízo com ruas, bueiros, prejudicadas pelas fortes chuvas de ontem, mas tivemos poucas pessoas afetadas, com problemas de goteiras nas casas, ou algo do tipo. Agora de manhã, o nível do rio está baixo, assim como os afluentes, e a tendência é que hoje chova fraco o dia inteiro e até o final da tarde é para cessar a chuva”, analisa o coordenador da Defesa Civil de Três Coroas.


Em Parobé, segundo Roberto Teixeira, biólogo da Defesa Civil, a cidade começa a voltar a sua normalidade, após alagamentos registrados nos bairros XV de Junho, Colina do Leão, Nova Guarujá, Mariana e Paraíso.
“Tivemos um desmoronamento de terras na ERS-239, na pista lateral, de acesso ao Centro, além de uma família que precisou sair de casa e foi abrigada no ginásio da Escola Noemy Fay dos Santos”, relata Roberto.


Riozinho, conforme Júlio Zolner, coordenador da Defesa Civil, não houve desabrigados, apenas alguns transtornos com o alagamento de ruas e estradas.
“Agora de manhã, a água do rio já havia baixado bastante e a chuva que caí é bem calma. O único ponto que ainda não foi liberado o trânsito de veículos é na chamada ‘passagem molhada’, próximo a fábrica Ferramentas Paraboni, bem na entrada da cidade”, conta o coordenador da Defesa Civil de Riozinho.

Alessandro Santos, coordenador da Defesa Civil de Taquara, explica que, devido a sua localização, que faz com que a cidade receba as águas vindas de outras regiões do Paranhana, os rios e arroios de Taquara acabaram invadindo algumas ruas, provocando a retirada preventiva de famílias, principalmente no bairro Empresa, que recebe água do Rio dos Sinos.
“Precisamos retirar umas 13 famílias de casa, das ruas Lima e La Paz. A rua da Empresa, nas proximidades da estação de captação da Corsan, também tem água já atingindo as primeiras residências mas, como são casas altas, os moradores acabam não saindo. E na Olaria, que também está com água, seguimos monitorando para, se for necessário, remover os moradores dali também”, informa Alessandro.
No interior, no Distrito de Pega Fogo, uma ponte que foi danificada pela chuva, na terça-feira (26), já foi consertada. No Distrito de Fazenda Fialho, a Secretaria de Obras e Serviços realiza a manutenção das estradas na localidade de Figueirão. No Distrito de Rio da Ilha, as estradas que estavam alagadas na terça-feira já estão liberadas para a circulação de veículos e pedestres.


Em Rolante, de acordo com Gustavo Rosa, coordenador de Defesa Civil do município, após cerca de cinco horas de enxurrada, a água acabou fechando o acesso a cidade e algumas localidades, como o bairro Grasmann, a rótula da cuqueira, a Linha da Mascarada, o Alto Rolantinho e o Alto Rolante, além do acesso a Cascata do Chuvisqueiro.
“Como o rio subiu muito rápido, devido ao grande o volume de água nas duas cabeceiras, a água se espalhou muito rápido em direção ao Centro. O bairro Grasmann, por exemplo, ficou parcialmente inundado, em questão de meia hora. Naquele ponto tivemos cinco pessoas desalojadas, que já retornaram para suas casas. Além disso, tivemos quatro pontos de deslocamento de massa no interior do município, desobstruídos ainda na terça-feira, pela Defesa Civil e os Bombeiros Voluntários”, descreve o coordenador de Defesa Civil de Rolante.
Em Igrejinha, conforme informações da prefeitura e do Corpo de Bombeiros Voluntários, a situação está tranquila, sem relatos de desabrigados ou desalojados e sem registro de problemas relacionado às cheias.
“Por hora, seguem os trabalhos que tínhamos ontem, sem alterações. Graças a Deus, a chuva, apesar de constante, está suave, e não tem causado maiores danos. A gente está acompanhando a situação, junto com a Defesa Civil, e monitorando alguns pontos com possibilidade de desabar, por conta do solo encharcado”, explica Joni Feltes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Igrejinha.


