
O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu, na noite desta terça-feira (5/12), o júri de Marizan de Freitas, o Maria, de 36 anos. Considerado líder de uma facção criminosa que atua no Rio Grande do Sul, ele responderia em júri popular marcado para esta quarta-feira (6/12), em Parobé, por um crime de homicídio ocorrido em julho de 2018. Também seria alvo do julgamento, agora suspenso, o homem apontado como comparsa de Marizan, Gilberto de Souza Tambasco, o Paulista, de 32 anos.
Os dois negam envolvimento no crime. A suspensão do júri atende a um pedido feito pelo advogado de Marizan, Luiz Gustavo Puperi. Segundo ele, o ministro determinou a realização de uma perícia no telefone da vítima, prova que vinha sendo reiteradamente negada pelo juiz da comarca de Parobé e pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. O advogado sustenta que há conversas no WhatAspp da vítima que podem ser utilizadas no processo em defesa do réu.
O ministro afirmou, em seu despacho, “que é imperioso assegurar ao réu e à sua defesa o direito de ter conhecimento dos fatos, dos documentos e outros dados utilizados para formar convicção no processo”. O júri popular só poderá ser marcado após análise desse conteúdo do celular.
Marizan é acusado de mandar matar Cristian André Boita, de 24 anos, que devia droga e dinheiro para a facção. O executor do crime teria sido Gilberto Tambasco. Boita foi morto com vários tiros na rua Andrade Neves, no bairro Vila Nova. O Ministério Público sustenta ter convicção de que os réus são os responsáveis pelo crime.


