Perfil

Liza Letti Arsand

Liza Letti Arsand, 59 anos, é natural de Taquara. É casada com Sergio Mario Arsand, 61 anos. Tem dois filhos:

Liza Letti Arsand, 59 anos, é natural de Taquara. É casada com Sergio Mario Arsand, 61 anos. Tem dois filhos: Betina Arsand, de 33, e Sergio Mario Arsand Filho, de 34; e um neto, Sergio Mario Arsand Neto. É integrante das Voluntárias de Natal, grupo que assumiu a ornamentação da cidade para as festas de final de ano.

Como surgiu a idéia de criar o grupo Voluntárias de Natal?
Houve uma época em que Taquara foi referência regional em se tratando de Natal. Minha mãe, inclusive, participou de um grupo que enfeitava a cidade, juntamente com a prefeitura. Tinha até concurso da casa mais bem ornamentada. Depois, a iniciativa foi morrendo e todos  ficaram bastante sentidos. Nosso movimento surgiu a partir de uma conversa de amigas, através do interesse em resgatar os antigos Natais de Taquara, juntamente com uma idéia do Departamento de Cultura do município. Dizemos que a grande alma do nosso grupo é a Regina (Valentini, diretora de Cultura). Ela é muito criativa e tem poder de visão, traz todas as idéias prontas para a gente.

O que representa para você desempenhar um papel já cumprido por sua mãe no passado?
É uma continuidade, pois é algo que não podia morrer. Para mim, representa trazer de volta uma iniciativa e, quem sabe, fazê-la crescer. Durante os três anos que nos reunimos, já crescemos bastante e percebemos que as pessoas aceitaram o nosso trabalho, já que, aos poucos, vamos recebendo os patrocínios dos quais tanto dependemos. A cada ano, notamos também o apoio da comunidade em geral e a receptividade de todos. Outro ajuda importante é o da administração municipal. Neste ano foi muito bom e esperamos poder contar com a próxima administração, pois vamos depender de um espaço para nos reunirmos.

O que lhe motiva pessoalmente a participar do trabalho voluntário?
O amor pela minha cidade e a tristeza de ver quando as coisas não acontecem. Lamento ver a minha cidade sendo, como dizem, a cidade do “já foi”. Temos um potencial muito bom, fomos cidade-mãe de tantos municípios e, infelizmente, os filhos crescem e as mães ficam. Mas não existem governos fortes sem a participação das pessoas. Nenhum governo vai poder dar tudo, temos é que nos unir.

Como vê o surgimento de grupos comunitários na cidade?
Acho maravilhoso e acredito que seja por aí o caminho. Os movimentos são muito bons, embelezam a cidade e incentivam os jovens e as crianças a criarem aquela idéia de cuidar das coisas, de não estragar. É importante isso. Já estamos em um momento de virada. O “derrotismo” está ficando de lado, e as pessoas estão enxergando a cidade com mais motivação. Afinal, Taquara é o entroncamento do turismo mais forte do Estado, que é o da Serra Gaúcha. Temos que nos engajar nesse movimento e atrair as pessoas, para que dêem uma paradinha e entrem na nossa cidade.

Como você se autodefine?

Sou uma pessoa alegre, e, quando quero algo, vou em busca. Sou otimista, teimosa, pavio curto e também muito amiga, sincera e confiável.


O que gosta de fazer a título de lazer?

Viajar, conhecer novos lugares e olhar filmes.

Como conheceu o Sergio e o que mais admira nele?

Nos conhecemos ainda na infância, em função de nossas famílias também se conhecerem. Na adolescência, nos tornamos amigos e depois começamos a namorar.  O que mais admiro é sua tranqüilidade e o discernimento que ele tem para resolver os problemas.

O que a tira do sério:
a maldade com os animais.

Quais são são planos para o futuro?

Pretendo continuar envolvida nos movimentos da cidade e fazendo da minha casa um local agradável para reunir a família e os amigos. E ainda, dentro do possível, conhecer lugares novos.

Um lugar que gostaria de conhecer:
São Petersburgo – Rússia

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