Polícia

Suspeito de cometer crime hediondo no Paraná é preso em Taquara

Jovem, de 20 anos, decidiu se apresentar na Delegacia de Polícia e confessou ter esfaqueado garota de programa, junto com seu padrasto, de 30 anos.
Foto: Polícia Civil do Paraná

Na terça-feira (02), ocorreu em Taquara a prisão de um dos suspeitos de ter cometido um crime hediondo em Foz do Iguaçu, no Paraná, em dezembro.

Entre a noite de 13 de dezembro e a madrugada do dia 14, um jovem, de 20 anos, e seu padrasto, de 30 anos, contrataram os serviços de uma garota de programa. Identificada como Gabriele da Rosa, de 26 anos, a mulher foi até o apartamento do padrasto, no bairro Porto Belo.

Conforme a Polícia Civil do Paraná, a dupla teria esfaqueado a garota de programa e, após deixar o corpo no local durante todo o dia, esquartejaram o cadáver e o desovaram em uma mala de viagem. Imagens de câmeras de segurança registraram o padrasto caminhando por uma rua do bairro Porto Belo e carregando a mala.

Segundo a delegada Iane Cardoso, responsável pelo caso, o corpo de Gabriele estava dentro da mala, que foi abandonada próximo do local onde o homem foi flagrado pelas câmeras de videomonitoramento, e encontrado somente no dia 18 de dezembro, quando moradores da região desconfiaram do forte odor vindo do terreno baldio.

No dia seguinte à desova do corpo, dia 15, o padrasto e o enteado viajaram de ônibus, de Foz do Iguaçu para Curitiba. Logo em seguida, o jovem fugiu para o Vale do Paranhana, para casa de parentes. E, na terça-feira, acompanhado de um advogado, resolveu se apresentar na Delegacia de Polícia (DP) de Taquara.

De acordo com a delegada Iane Cardoso, o enteado teria relatado que, na noite do crime, ele, o padrasto e Gabriele teriam consumido cocaína. Após ser ameaçado com uma faca, o jovem tirou a arma das mãos da garota de programa e efetuou golpes contra ela, enquanto o padrasto assistia à cena.

Alegando legítima defesa, o enteado está preso no Rio Grande do Sul, mas a Polícia Civil do Paraná estuda solicitar a transferência dele para um presídio de Foz do Iguaçu, visando esclarecer alguns pontos da investigação.

O padrasto segue na condição de procurado da Justiça, e a suspeita é de que ele tenha permanecido em Curitiba, capital do Paraná.