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Observatório de Taquara registra 200 órbitas de meteoros em 2023

Resultado foi possível através do registro de 10.050 meteoros e um pareamento com os registros do observatório de Santa Catarina
Fotos: Divulgação/Observatório Heller & Jung

Conforme um balanço feito pelo Observatório Heller & Jung, de Taquara, em 2023 foram registradas 200 órbitas de meteoros, com imagens obtidas pelo pareamento de registros do observatório taquarense e do Observatório Monte Castelo, de Santa Catarina.

O diretor do Observatório Heller & Jung, professor Carlos Fernando Jung, explica que uma órbita mostra o “caminho” efetuado por um meteoroide, no espaço antes de ingressar na atmosfera da Terra e se tornar um meteoro.

“As orbitas são possíveis de serem obtidas quando duas câmeras posicionadas em locais diferentes fazem o registro do mesmo meteoro. Foram os mesmos 200 meteoros que os dois observatórios registraram, mas de posições diferentes. Estes registros são inseridos em um software que traça a orbitas”, esclarece professor Jung.

O estudo tem como objetivo auxiliar no entendimento da origem dos fragmentos, se pertencem a um cometa ou asteroide conhecido ou ainda desconhecido, e que pode, inclusive, representar risco pela proximidade com a Terra.

“Com os 10.050 meteoros registrados em 2023, foi possível realizar um pareamento com os registros do observatório de Santa Catarina e obtermos 200 órbitas de meteoros. Estes resultados indicam se estes meteoroides eram fragmentos que estavam em órbita em nosso sistema solar, ou eram provenientes de outros sistemas estelares ou até de outras galáxias”, informa o diretor do Observatório Heller & Jung.