
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP/RS) está investigando o caso de um jovem, de 22 anos, que acabou morrendo durante uma abordagem da Brigada Militar (BM) de Parobé. O fato ocorreu no dia 16 de dezembro de 2023. Arildo da Silva estava em surto em sua residência, pois, segundo familiares ele foi diagnosticado com esquizofrenia e bipolaridade, momento em que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e BM foram acionados para atender o caso.
Durante o atendimento, os policiais tentaram realizar abordagens ao jovem, inclusive com uso de arma de choque (modelo spark), o que não teria surtido efeito em Arildo. Após as abordagens, um dos policiais efetuou dois disparos de arma de fogo. Uma bala atravessou a porta da residência e ficou alojada no sofá da sala da casa onde o jovem residia com os pais no bairro Vila Jardim. A outra atingiu o tórax da vítima que foi levada para o Hospital São Francisco de Assis (HSFA), onde acabou falecendo.
A Polícia Civil concluiu o caso no final do mês de janeiro de 2024. O delegado Francisco Leitão, titular da Delegacia de Polícia de Parobé, chegou à conclusão de que “não houve o indiciamento do suspeito, eis que houve elementos suficientes para caracterização da legítima defesa”. O MP confirma que recebeu o inquérito policial sem indiciamento no dia 31 de janeiro. Na última sexta-feira (1º), o órgão afirmou que o caso está para análise e que a promotoria pedirá mais diligências, investigações, documentos e ouvirá mais pessoas para decidir se oferece denúncia à Justiça ou não.
Conforme o MP, não há prazo definido para conclusão da apuração, mas a estimativa é de pelo menos 15 dias. Na época do fato, a Brigada Militar informou que instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta dos brigadianos durante a ocorrência.
A família do jovem pede por justiça e por esclarecimentos sobre a conduta dos policiais. De acordo com eles, a BM e o Samu já haviam auxiliado em outras ocasiões em Arildo teve surtos e precisou ser internado. Inclusive, um dos policiais que estava na ação já teria ido à residência da família em pelo menos outras duas vezes em que a vítima estava em surto.


