Rosângela Regina Kehl, 45 anos, natural de Sapiranga, é casada com Jorge Ismael Kehl (49), com quem tem uma filha – Poliana Carolina Kehl (20). Técnica em calçados pelo Senai e estilista de flores e enfeites para calçados, é também professora de pintura. Preside a Associação Amigos da Oktoberfest de Igrejinha (Amifest).
O que representa presidir a Amifest no ano em que se comemoram os 200 anos da Oktoberfest?
Sou voluntária da Amifest desde a terceira edição da Oktoberfest de Igrejinha e nunca sonhei em ser presidente. Me preocupei muito com a questão de como as pessoas iriam reagir, por eu ser a primeira mulher a assumir a presidência da Amifest, mas gosto de desafios. Além disso, em primeiro lugar, não fazemos nada sozinhos, pois trabalhamos com o auxílio da diretoria e de toda uma equipe. Também divido as funções com meu marido: fiquei com a parte social e ele, com a burocrática. O que mais me deixa feliz e satisfeita é ver que hoje pessoas que nunca tinha visto vêm me abraçar e parabenizar por estarmos dando um novo visual à Oktoberfest. Já a data dos 200 anos acabou fechando com a gestão, e tive a ideia de rememorar o casamento que deu origem à festa, o que é o grande diferencial deste ano.
O que a motiva a realizar o trabalho voluntário?
Além da Amifest, faço parte da diretoria da Apae de Igrejinha. Acredito que tudo o que plantamos também colhemos e, se fazemos o bem, o bem nos retorna. Só o fato de saber que tudo o que resultar dessa festa vai beneficiar a cidade em que moro, em que criei minha filha e que tanto amo, me motiva a continuar. Acho que ser voluntário é a essência do povo, a gente nasce com isso.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou muito da emoção, “manteiga derretida”. Sou tranquila, não gosto de gritar. Para mim, o diálogo é tudo. Sou muito transparente, se não estou bem, as pessoas notam. Não me acho teimosa e sou de muito fácil convívio. Gosto de ajudar e sempre quero o bem dos outros.
O que você gosta de fazer a título de lazer?
Gosto de sair, de viajar, ir a Tramandaí, jantar com os amigos, ler. Enfim, curtir a família e os amigos.
Como conheceu seu marido e o que mais admira nele?
Nos conhecemos em 1985, quando trabalhávamos na mesma empresa, da qual meu pai era sócio. O Jorge atuava no escritório e eu, na produção, e sempre me diziam que “aquele rapaz” queria namorar comigo. Até que também passei a trabalhar no escritório, e tudo começou ali. Em um ano, já ficamos noivos e nos casamos. Ele é um ótimo pai e pensa muito na família. Preocupa-se em primeiro lugar com a família e depois com ele.
O que mais a preocupou em ensinar à sua filha?
Que ela fosse uma pessoa equilibrada, que desse valor ao estudo e fosse boa aluna. E que também buscasse ser independente e lutar pelo que quisesse. Ela é uma grande amiga, meu braço direito. Além disso, dos cinco aos 16 anos de idade, ela estudou no Iacs, uma escola que se preocupa com os valores da família e da religião.
O que a tira do sério: intrigas, principalmente por besteiras que não levam a nada.
Quais são seus planos para o futuro?
No ano que vem, quero me dedicar mais à pintura e voltar a participar de congressos. Também continuar com a parte de modelagem e estilismo de flores e enfeites e voltar a cuidar de mim, fazer exercícios.
Prato predileto: uma boa massa caseira com molho branco.
Estilo musical: gosto de tudo, só não gosto de música muito triste.
Uma mania: trocar os móveis de lugar.
Um lugar: minha casa.
Mensagem: “A distância mais curta entre as pessoas é o sorriso. Se elas sorrissem mais, o mundo teria menos ódio, menos rancor. Por fim, deixo o slogan da Oktoberfest: ‘A cultura germânica encantando gerações’”.


