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Bombeiros Voluntários de Parobé resgatam bebê de casa quase submersa pelas águas em São Leopoldo

No mesmo imóvel foram salvas outras 13 pessoas e quatro animais domésticos

No último sábado (04), durante seu período de descanso pós-plantão, um grupo de bombeiros voluntários, integrantes do Corpo de Bombeiros Militar de Parobé, decidiu se deslocar até as cidades do Vale dos Sinos, para auxiliar as equipes de socorro que estavam atuando nesses locais. Entre as diversas ações que realizaram, o resgate mais tenso foi em São Leopoldo, de um bebê que foi retirado de dentro de uma casa quase submersa pelas águas.

Em entrevista ao programa Painel, da Rádio Taquara FM 105.9, na manhã desta segunda-feira (06), os bombeiros Alceni Silva, Eduarda Baumgärtner e Bruna Alvarez relataram detalhes da sua atuação na cidade vizinha e fizeram um agradecimento especial ao senhor Pedro Arnold, morador de Parobé, que disponibilizou o barco a motor, equipamentos e o combustível para a equipe de bombeiros.

“Inicialmente, paramos em Novo Hamburgo. Mas, de acordo com orientação do comando, fomos encaminhados para São Leopoldo, onde a situação estava ainda pior. E lá nos enviaram para o bairro Vicentina”, conta Alceni.

Bruna Alvarez (centro) relata experiência vivida durante o resgate do bebê

Bruna, que assim como seus colegas atua em outra área e tem a profissão de bombeiro como trabalho voluntário, relata o cenário encontrado pelos bombeiros de Parobé, muito pior até do que eles imaginaram.

“O que tu vê por foto e por vídeo, que as pessoas estão postando nas redes sociais, é uma coisa. Mas, a partir do momento que tu entra ali e vê aquela situação, tu pensa: só vai!”, analisa a integrante do quartel de Parobé.

Assim que chegaram ao bairro indicado, Alceni, Bruna e Eduarda começaram a ver as pessoas nas sacadas e em cima dos telhados. Na primeira casa que pararam, um imóvel de dois pisos e com o primeiro andar totalmente coberto pelas águas, os bombeiros de Parobé encontraram 14 pessoas, incluindo um bebê de cerca de dois anos.

Para chegar até as vítimas, Bruna precisou entrar por um corredor, perto de uma escada, em um local onde a água não “dava pé”. Em uma rápida avaliação da situação, os bombeiros decidiram tirar primeiro um idoso, a mãe do bebê, para segurar ele no barco e então o menininho.

“Para retirar o bebê da casa, eu precisei segurá-lo com um braço apenas, enquanto o outro eu me segurava em uma mureta da casa, pois ali onde eu estava, até chegar no barco, não dava pé”, relembra Bruna.

Foto: Vinicius Linden / Rádio Taquara

Logo depois, os bombeiros de Parobé foram resgatando uma a uma das vítimas e levando até o barco, que precisou fazer umas três viagens até o local seco.

Trabalhando há cinco anos como bombeiro voluntária, Bruna conta que esta foi, sem dúvida, a ocorrência mais tensa e, ao mesmo tempo, mais gratificante da sua vida.

“Quando me entregou o bebê, a mãe dele disse que eu estava segurando o que ela tinha de mais valioso na vida. E quando consegui passar por toda aquela água e entreguei o bebê para a mãe, dentro do barco, me deu um alívio tão grande. Porque eu estava tensa também, pois estava segurando a vida de alguém nas mãos. Olha a responsabilidade que eu tinha naquele momento. E a hora que eu entreguei aquela criança eu pensei: consegui! Deu certo! Foi a coisa mais linda”, comemora a bombeiro voluntária de Parobé.

Foto: Vanessa Wagner / Rádio Taquara

Ao todo, os três integrantes da corporação de Parobé salvaram neste imóvel, 14 pessoas e quatro animais domésticos. E, juntamente com os colegas Luiz Miguel da Conceição Silva, também bombeiro voluntário, e o bombeiro militar Dalbert Pitaluga, foi realizada uma operação de aproximadamente 18 horas, entre sábado e domingo (05) e foram resgatadas mais de 50 pessoas.

Confira abaixo os vídeos dos resgates realizados e Parobé e também veja a entrevista completa concedida à Rádio Taquara.