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Vice-presidente da República Geraldo Alckmin recebe reivindicações dos sindicatos calçadistas de Igrejinha e Três Coroas

Segundo as entidades sindicais, somente nas duas cidades do Paranhana os prejuízos ultrapassam os R$ 160 milhões
Foto: Divulgação

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou nesta segunda-feira (27), de uma reunião na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) para discutir os impactos econômicos e sociais das recentes enchentes que afetaram o estado do Rio Grande do Sul. O encontro reuniu empresários e lideranças regionais, contando com a presença de diversas autoridades, incluindo o governador Eduardo Leite.

Representantes do Sindicato da Indústria de Calçados Componentes Para Calçados de Três Coroas – SICTC e do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados e Vestuário de Igrejinha – SINDIGREJINHA, e o deputado estadual Joel Wilhelm (PP), estiveram presentes no encontro e entregaram ao vice-presidente do Brasil, um documento reivindicando medidas em “caráter de urgência”, para atender às necessidades de empresas calçadistas das duas cidades, que foram amplamente atingidas pelas cheias. (Confira abaixo a íntegra do documento com as reivindicações)

Conforme as entidades sindicais, as duas cidades têm sua economia baseada principalmente no setor calçadista, representando aproximadamente 80%. A preocupação é na busca da retomada da economia local, pois a paralização das indústrias somada aos transtornos e prejuízos acumulados em virtude das enchentes, podem resultar em um colapso das cidades, tanto economicamente como socialmente.

Segundo o SICTC, em Três Coroas, até o momento, já há informações de 33 empresas atingidas, mas o número é ainda maior, pois muitos ainda não conseguiram contabilizar e informar os prejuízos e perdas. “Mas só estas empresas tiveram um prejuízo estimado em R$ 64.545.000,00 e impactam 6.623 empregos direta e indiretamente na cidade. A necessidade imediata de capital de giro para estas empresas retomarem as atividades, visto que perderam estoques de matéria-prima, maquinários e danos estruturais é estimada em R$ 55.600.000,00”, explica.

Já o SINDIGREJINHA informa que no município de Igrejinha, até o momento, existem informações de 62 empresas atingidas, mas esse número pode ser maior, visto que muitos ainda não conseguiram contabilizar e informar os prejuízos e perdas. Somente estas empresas reportaram ao sindicato um prejuízo estimado em R$ 99.450.000,00 e impactam 7.000 empregos direta e indiretamente na cidade. A necessidade imediata de capital de giro para estas empresas retomarem as atividades, visto que perderam estoques de matéria-prima, maquinários e danos estruturais é estimada em R$ 80.000.000,00.

Neste momento, todas as ações que possam minimizar este cenário, por menor que sejam, são bem vindas. Devemos todos, setor público, organizações e empresas, nos unir pela recuperação da nossa economia, fomentando iniciativas que possam garantir folego para as empresas e consequentemente a manutenção de
emprego e renda para a população. Sendo o que tínhamos para o momento, esperamos contar com a vossa
compreensão e ajuda neste momento tão difícil para todos
“, finaliza a nota conjunta de ambos os sindicatos.

Já o deputado estadual Joel Wilhelm (PP) cobrou de Geraldo Alckmin a ajuda imediata ao setor coureiro-calçadista, que emprega mais de 100 mil pessoas de forma direta no Rio Grande do Sul, principalmente no Vale do Paranhana. Joel entregou o documento ao vice-presidente, juntamente com os representantes dos sindicatos de Igrejinha e Três Coroas, contendo todas as reivindicações.

O parlamentar também pediu que o vice-presidente trabalhe pelo reconhecimento de calamidade pública a todos os municípios gaúchos classificados desta forma pelo Governo do Estado, conforme o Decreto 57.626 de 21/5/2024. A classificação, que leva em conta dados técnicos, é importante para que toda a população tenha acesso ao FGTS, as empresas acesso a linhas de crédito, período de carência e juros subsidiados e as prefeituras tenham acesso imediato à parcela extra integral do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Confira a íntegra do documento: