Fotos: Divulgação/Polícia Civil
Na manhã desta quarta-feira (28), a Polícia Civil está cumprindo 48 mandados de busca e apreensão e nove pedidos de prisão preventiva. Até o momento, três pessoas foram presas na Operação Escobar, que é comandada pela 1ª Delegacia de Polícia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e tem como objetivo combater os crimes de lavagem de dinheiro por organização criminosa.
A Polícia Civil solicitou à Justiça o bloqueio de R$ 22 milhões – sendo R$ 1 milhão de cada um dos 22 investigados. Entre os envolvidos, estão pessoas físicas e jurídicas. Também foram sequestrados 30 veículos e nove imóveis, entres casas e propriedades rurais, em Taquara, no Vale do Paranhana, e Nova Hartz, Sapiranga e São Leopoldo, no Vale do Sinos.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Novo Hamburgo, Taquara, Dois Irmãos, Capela de Santana, Ivoti, Estância Velha, Parobé, Esteio. Além disso, um mandado também foi cumprido em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
Desde 2020, a Polícia Civil investiga uma organização criminosa por suspeita de envolvimento com roubos e furtos a estabelecimentos bancários, transporte de valores e extorsões mediantes sequestro. Em abril de 2023, foi cumprido mandado de busca e apreensão em uma propriedade rural de Taquara, no âmbito da Operação Dulcis.
Na ocasião, foram cumpridos mandados no RS, em Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Conforme a polícia, durante a investigação, foram encontradas evidências da prática do crime de lavagem de dinheiro. Ao longo de um ano, a polícia coletou evidências suficientes para constatar a existência de uma organização criminosa atuando neste tipo de crime na região.
Além disso, foi possível identificar a relação do grupo com o comércio irregular de armas de fogo e com o tráfico de drogas. Pelo menos 20 pessoas estariam ligadas ao esquema atuando em diferentes funções. Também foram identificadas pela polícia empresas “de fachada” para a prática dos crimes.


