
O dia da quarta-feira (16/10) foi movimentado na Delegacia de Polícia de Igrejinha. A morte de irmãs gêmeas de seis anos, num intervalo de oito dias, ganhou repercussão estadual, movimentando o trabalho dos policiais. Vários depoimentos foram tomados ao longo do dia, mas a Polícia Civil opta, por enquanto, por deixar estes relatos em sigilo, a fim de não atrapalhar a investigação.
A investigação iniciou no último dia 7, quando ocorreu a morte de Antônia Pereira. Desde então, a Polícia Civil pediu laudos ao Instituto Geral de Perícias (IGP) para averiguar a causa da morte da menina. Nesta terça-feira (15), morreu a pequena Manuela Pereira. Avaliação do IGP também foi solicitada sobre a causa da morte dela.
Ainda nesta terça-feira, a Polícia Civil prendeu Gisele Beatriz Dias, 42 anos, mãe das gêmeas. Segundo o delegado Cléber Lima, titular do Departamento de Polícia do Interior, a prisão temporária foi solicitada e deferida pela Justiça para não atrapalhar a investigação, à medida que recai sobre a mãe suspeita de homicídio. Os indícios, contudo, que levam a essa possibilidade não são confirmados pela polícia.
A corporação policial tomou o depoimento de médicos que atenderam a mulher recentemente. Também foi tomado o depoimento do pai da criança, que não é tratado como suspeito. A polícia informou que não foram encontrados sinais aparentes de violência nos corpos das meninas.
Ataque de vândalos
A casa da família onde residiam as irmãs gêmeas foi alvo de vandalismo na noite de terça-feira, depois da prisão da mãe das crianças. Segundo as informações, um grupo de homens invadiu o imóvel no Loteamento Jasmin, no bairro Morada Verde, e promoveu uma quebradeira no local.
Vizinhos declararam que os invasores tinham martelos e pedaços de pau. A Brigada Militar chegou a ser acionada, mas não conseguiu encontrar os vândalos no local. Dois acusados chegaram a ser perseguidos e encontrados em um matagal próximo, sendo levados até a Polícia Civil.


