
Em uma entrevista ao programa Painel, da Rádio Taquara, nesta quinta-feira (28/11), representantes da Secretaria de Saúde de Taquara, Mário Dias e Orli Mello, detalharam as ações de combate à dengue no município, destacando a implementação de uma nova técnica de borrifação com efeito residual de até seis meses. A iniciativa busca reduzir a incidência do mosquito Aedes aegypti nos bairros com maior número de casos.
Os bairros identificados como “zonas quentes” – Empresa, Santa Teresinha, Mundo Novo, Jardim do Prado e Santa Maria – são os primeiros a receber as equipes da vigilância ambiental. O trabalho consiste em vistorias detalhadas e aplicação de um larvicida específico nas paredes das residências. “Esse produto não é prejudicial à saúde, desde que a casa fique arejada por cerca de uma hora após a aplicação”, explicou Orli Mello.
Como funciona o larvicida?
O larvicida é aplicado nas paredes, criando uma barreira que elimina o mosquito ao entrar em contato com a superfície tratada. “Diferente dos sprays tradicionais, que têm efeito momentâneo, esse produto oferece proteção prolongada”, destacou Mário Dias. Testes realizados em prédios públicos de Taquara demonstraram eficácia, com resultados positivos na redução da presença do mosquito.
Sem custos para a população
A Secretaria enfatiza que o serviço é gratuito e realizado exclusivamente pela equipe da vigilância ambiental, devidamente identificada com crachás e uniformes. “Não há terceirização ou cobrança de taxas. Caso alguém tente cobrar, a população deve denunciar”, alertaram os representantes.
Resultados e desafios
Até o momento, Taquara registra 570 casos confirmados de dengue em 2024, com o pico de 228 casos em maio. Embora os números tenham diminuído nos últimos meses, a proximidade do verão preocupa. “O calor e as chuvas favorecem a proliferação do mosquito, tornando a conscientização da população essencial”, ressaltou Mello.
A Secretaria também reforça a necessidade de eliminar focos de água parada, como vasos de plantas e recipientes esquecidos, que podem se tornar criadouros do mosquito. “É um trabalho conjunto: nós aplicamos o produto, mas a prevenção começa dentro de casa”, concluiu Mário Dias.
Próximos passos
Após a conclusão das ações nas zonas quentes, a Secretaria planeja expandir a técnica para outros bairros da cidade, priorizando áreas com maior vulnerabilidade.


