O advogado José Paulo Schneider, que está respondendo pela defesa de Gisele Beatriz Dias, mãe das gêmeas mortas em Igrejinha, divulgou, nesta quarta-feira (11/12), uma nota com posicionamento a respeito do andamento do inquérito. Em suas redes sociais, também publicou uma série de vídeos manifestando contrariedade com o andamento do caso junto à Justiça de Igrejinha. O advogado se manifestou após o Judiciário decretar, a pedido da polícia, a prisão preventiva da acusada, nesta terça-feira (10/12).
Na nota, o advogado afirma que, após mais de 60 dias solicitando o acesso integral ao inquérito e recebendo constantes negativas da Polícia Civil, a defesa técnica foi surpreendida pelo pedido de prisão preventiva da acusada. “Para a defesa, a investigação comente excessos desde o início do inquérito: o espancamento da acusada nas dependências da instituição por agentes públicos, as conversas informais com o delegado sem a presença da defesa e agora o pedido de prisão temporária sem a prova material da acusação. Por esses e outros motivos, a defesa considera o pedido ilegal, justamente pela ausência de prova da materialidade delitiva, requisito básico para a prisão preventiva”, diz o texto.
Ainda em sua nota, a defesa sustenta que a polícia não apresentou prova técnica de que, de fato, houve um assassinado por envenenamento e, mesmo assim, o inquérito foi entregue e acolhido pelo Ministério Público. O advogado acrescenta que também solicitou, nos autos da prisão temporária, que, em caso de prisão preventiva, a manifestação que é garantida pelo artigo 282, parágrafo terceiro, do Código de Processo Penal, fosse assegurada.


