
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e em parceria com o Ministério Público Militar (MPM) e o Exército Brasileiro, realizou nesta terça-feira (17/12) a Operação Desarme. A ação ocorreu em 35 cidades, incluindo Igrejinha, no Vale do Paranhana, e visou coibir fraudes no registro de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) utilizadas por criminosos para obter armas e repassá-las a facções.
Ao todo, foram cumpridos 82 mandados de busca e apreensão, inclusive em quatro casas prisionais, com apoio de cães farejadores para localizar celulares. Segundo o MPRS, a operação envolveu mais de 360 agentes e resultou, até o momento, na apreensão de 60 armas, 90 munições, um drone e diversos documentos, além de uma prisão em flagrante por porte ilegal de armas.
O coordenador do GAECO, promotor de Justiça André Dal Molin, destacou que o grupo está atento ao comércio ilegal de armas e atua em conjunto com o MPM. A investigação identificou 141 armas irregulares e revelou fortes indícios de ligações entre os investigados e organizações criminosas faccionadas.
Além de Igrejinha, a operação foi realizada em municípios como Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Sapiranga, São Leopoldo e Gravataí, entre outros, além de Bombinhas, em Santa Catarina. O material apreendido foi encaminhado ao Exército Brasileiro, que colabora com as autoridades na identificação e cancelamento dos registros irregulares.


