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Justiça decreta prisão preventiva de químico investigado na Operação Leite Compen$ado

Ministério Público aponta reincidência de Sérgio Alberto Seewald, conhecido como “alquimista”, em fraudes na adulteração de leite.

Justiça de Teutônia decretou, nesta segunda-feira (16), a prisão preventiva do químico industrial Sérgio Alberto Seewald, conhecido como “alquimista” ou “mago do leite”, atendendo a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A decisão está relacionada a um processo da Operação Leite Compen$ado 5, deflagrada em 2014, no qual Seewald já respondia judicialmente por fraudes envolvendo a adulteração de leite.

De acordo com o MPRS, o químico estava impedido de atuar em laticínios devido a uma medida cautelar penal. No entanto, ele foi preso novamente na 13ª fase da Operação Leite Compen$ado, na semana passada, em Taquara. Segundo os promotores de Justiça Mauro Rockenbach e Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, a nova prisão preventiva dificulta o retorno de Seewald à atividade criminosa. “Ele está ligado a fraudes há mais de 20 anos, e há mais de 20 anos o Ministério Público segue no seu encalço”, afirmaram os promotores.

O Ministério Público sustenta que Sérgio Seewald teria descumprido a medida cautelar ao aperfeiçoar fórmulas clandestinas para mascarar leite vencido ou deteriorado por meio da adição de soda cáustica e água oxigenada. O despacho judicial destacou que, diante do histórico do réu, não seria leviano presumir que, em liberdade, ele continuaria a delinquir.

Durante a Operação Leite Compen$ado 13, deflagrada na última semana, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão em Taquara, Três Coroas, Parobé, Imbé e em São José do Rio Preto, em São Paulo. A ação ainda resultou na prisão em flagrante de uma funcionária da Dielat, em Taquara. Conforme as investigações, Seewald teria fornecido fórmulas adulteradas que permitiam a produção de leite UHT, em pó, soro e compostos lácteos distribuídos pela empresa taquarense no Brasil e na Venezuela.

A defesa de Sérgio Seewald nega as acusações e, em contrapontos anteriores, alegou que ele não tem qualquer relação com a empresa Dielat e que as informações apresentadas pelo Ministério Público não correspondem à realidade. A Dielat também nega as acusações.

Na Operação Leite Compen$ado 5, em 2014, Seewald foi preso pela primeira vez em Imigrante, no Vale do Taquari, durante uma ação que também resultou na detenção de dois proprietários de laticínios acusados de determinar a adulteração do leite com soda cáustica, bicarbonato de sódio e água oxigenada.