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Novembro registra saldo negativo de empregos no Vale do Paranhana

Segundo o governo, penúltimo mês de 2024 teve o fechamento de 405 postos de trabalho na região.

Os dados de geração de empregos com carteira assinada no Vale do Paranhana apresentaram saldo negativo em novembro de 2024, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. O balanço aponta para o fechamento de 405 postos de trabalho na região durante o mês.

O município de Taquara foi o mais impactado, com um saldo de -148 empregos, seguido por Rolante (-119) e Três Coroas (-65). Igrejinha (-28), Parobé (-34) e Riozinho (-11) também registraram perdas, consolidando um cenário desfavorável na região.

Panorama mensal na geração de empregos em 2024

O ano começou com saldo positivo na criação de empregos, acumulando 439 novas vagas em janeiro. Fevereiro apresentou crescimento ainda mais expressivo, com 827 novos postos. Entretanto, março registrou desaceleração, com 567 vagas abertas.

A partir de abril, os resultados começaram a oscilar. Abril ainda teve saldo positivo, com 475 vagas criadas. Em maio foram fechados 694 empregos, respectivamente. Junho manteve a tendência negativa, com -115 empregos. Esses três meses foram fortemente impactados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, gerando consequências econômicas severas para a região.

Nos meses seguintes, a recuperação foi gradual. Julho registrou um saldo positivo de 565 empregos, enquanto agosto (282), setembro (132) e outubro (178) mantiveram números moderados. No entanto, novembro voltou a apresentar retração.

Análise por município

  • Igrejinha: Apesar de um saldo positivo de 348 vagas no acumulado do ano, o município sofreu perdas em maio (-204) e junho (-92), que só foram parcialmente compensadas por resultados positivos nos meses seguintes.
  • Parobé: Liderando a criação de empregos na região, Parobé acumulou saldo de 617 vagas, com destaque para os meses de janeiro (208) e fevereiro (237). Mesmo assim, teve retração em maio (-116) e novembro (-34).
  • Riozinho: Com saldo total de 77 vagas, Riozinho teve meses de relativa estabilidade, mas enfrentou quedas em maio (-9) e novembro (-11).
  • Rolante: Um dos municípios mais impactados, Rolante acumulou 486 vagas no ano, mas os meses de maio (-59) e novembro (-119) destacaram-se pelas perdas.
  • Taquara: Com saldo de 413 vagas no ano, Taquara sofreu quedas em junho (-50) e novembro (-148), apesar de resultados positivos em meses como março (144), abril (121) e julho (311).
  • Três Coroas: Com saldo de 310 empregos, Três Coroas também enfrentou dificuldades nos meses de maio (-266) e novembro (-65).

Impactos das enchentes na economia local

Os resultados negativos registrados em abril, maio e junho refletem os impactos econômicos das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no primeiro semestre. As perdas foram expressivas, afetando a recuperação dos municípios e a criação de novas vagas.

Apesar disso, a segunda metade do ano trouxe sinais de recuperação, com a maioria das cidades apresentando crescimento nos meses de julho a outubro. O desempenho de novembro, entretanto, evidencia a fragilidade da recuperação econômica e os desafios que ainda permanecem para o setor produtivo local.