Polícia

Mãe se torna ré por duplo feminicídio das filhas gêmeas em Igrejinha

Justiça aceita denúncia do Ministério Público e destaca gravidade dos crimes cometidos contra as crianças de seis anos

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou, nesta quinta-feira (16/1), a denúncia do Ministério Público contra Gisele Beatriz Dias, mãe das gêmeas de seis anos mortas em Igrejinha, tornando-a ré por duplo feminicídio. Segundo a acusação, a mãe teria matado as filhas Manuela e Antônia Pereira de forma idêntica, em curto intervalo de tempo – duas semanas.

O promotor Evandro Lobato Kaltbach classificou os crimes como ocorrências de violência doméstica e familiar, envolvendo ascendente contra descendente menor de 14 anos, com agravantes de feminicídio, motivo torpe, emprego de meio cruel (asfixia) e dissimulação, que impossibilitou a defesa das vítimas.

De acordo com a denúncia, uma das meninas foi morta na manhã de 7 de outubro de 2024. O laudo de necropsia identificou hemorragia pulmonar que causou insuficiência respiratória, resultando em afogamento atípico por sangue. Já a outra gêmea faleceu no dia 15 de outubro. Documentos médicos apontaram como causa da morte suspeita de intoxicação por veneno de rato, também caracterizada como asfixia cruel.

O promotor destacou que os crimes foram motivados por ciúmes excessivos do companheiro da denunciada. Segundo as investigações, a mãe teria ministrado substâncias tóxicas ainda não esclarecidas nos autos para as filhas, levando às mortes.