
O delegado Valeriano Garcia Neto, titular da Polícia Civil de Taquara, detalhou nesta quarta-feira (22), em entrevista à Rádio Taquara, a operação que levou à prisão de um homem de 35 anos acusado de armazenar pornografia infantil. A ação ocorreu nesta terça-feira (21), no centro do município, após uma investigação iniciada com a denúncia de uma vítima.
De acordo com o delegado, o acusado utilizava perfis falsos em redes sociais para atrair crianças e convencê-las a enviar fotos íntimas. “O criminoso tinha uma grande habilidade de convencimento e, depois, passava a fazer ameaças às vítimas, inclusive envolvendo seus familiares. É fundamental que os responsáveis supervisionem a atividade de crianças na internet”, explicou Valeriano.
Material apreendido
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes localizaram mais de 800 pastas com material pornográfico infantil no computador do suspeito. A ação contou com o apoio do Instituto Geral de Perícias (IGP), que confirmou no local a natureza ilícita dos arquivos. “O volume do material encontrado nos impressionou. O IGP ainda fará uma análise detalhada, que poderá identificar outras vítimas em diferentes localidades”, afirmou o delegado.
Denúncias e impacto na pena
O delegado destacou que denúncias são cruciais para coibir esse tipo de crime e garantir a responsabilização dos envolvidos. Ele lembrou que o sigilo é totalmente preservado e incentivou vítimas ou seus familiares a procurarem a polícia. “Cada vítima registrada representa um processo e uma pena distinta, o que pode aumentar o tempo de permanência do criminoso no sistema carcerário”, explicou.
Acusado está preso preventivamente
O homem foi preso em flagrante e apresentado ao sistema carcerário de Porto Alegre para audiência de custódia. A Polícia Civil de Taquara representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, alegando a gravidade dos crimes.
Além das acusações de pornografia infantil, o caso também revelou a posse de animais importados no estabelecimento do acusado. Essa parte da investigação foi encaminhada à Delegacia de Meio Ambiente.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas a qualquer momento no plantão, que funciona 24 horas por dia. “É essencial que todos colaborem para proteger nossas crianças e adolescentes”, concluiu o delegado Valeriano Garcia Neto.


