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Pai que abandonou criança em ônibus é réu por feminicídio e ocultação de cadáver

Homem também responde pelo abandono do filho de três anos em Três Coroas; corpo da mãe foi encontrado escondido sob cama.
Foto: Divulgação

O caso de abandono de uma criança em um ônibus no Vale do Paranhana levou à descoberta de um feminicídio em Porto Alegre, cometido pelo pai do menino. O homem, de 25 anos, foi denunciado pelo assassinato e pela ocultação do cadáver da companheira, além de responder pelo abandono do filho.

Investigação

No final de outubro de 2024, o homem deixou o menino, de três anos, dentro de um ônibus em Três Coroas. A criança, portadora de Síndrome de Apert e dependente de sonda para alimentação, foi encontrada em situação de maus-tratos e conduzida ao hospital. A polícia foi acionada após a descoberta do abandono e iniciou as investigações, que revelaram a morte da mãe do garoto.

Conforme o delegado Ivanir Caliari, a mulher, de 29 anos, foi encontrada uma semana depois, morta e escondida em um saco plástico debaixo da cama do casal, na residência em Porto Alegre. O local estava trancado desde o dia em que o homem embarcou com o filho.

Feminicídio

A investigação apurou que o homem asfixiou a mulher e a agrediu, causando lesões fatais. Após o crime, ele deixou a casa com o filho e, posteriormente, alegou não ter condições de cuidar da criança, pedindo ajuda ao Conselho Tutelar.

Cronologia

  • 28 de outubro de 2024: o homem foi preso por abandono de incapaz, mas liberado mediante habeas corpus.
  • 30 de outubro: foi novamente detido, após a descoberta do feminicídio, em uma fazenda de recuperação em Três Coroas.
  • 5 de novembro: foi indiciado pela Polícia Civil pelo assassinato da companheira.
  • 9 de janeiro de 2025: tornou-se réu por feminicídio, após denúncia do Ministério Público.

Guarda da criança

A guarda provisória do menino foi concedida ao avô paterno em decisão judicial. O caso tramita atualmente na Vara da Infância e Juventude da Capital.

Defesa e sigilo

A Defensoria Pública do Estado, responsável pela defesa do réu, afirmou que não comentará o caso devido ao sigilo processual, garantindo manifestações apenas nos autos.