Que tal um filme que conta a história de um rapaz, aluno de computação na prestigiada Universidade de Harvard, exímio programador de computadores, que, por não ser muito popular entre os colegas e as garotas, acaba criando, no ano de 2004, o Facebook, maior rede social do Planeta? Com essa iniciativa, aos 23 anos, Mark Zuckerberg, esse é o nome do nosso rapaz, torna-se o bilionário mais jovem do mundo. Atualmente com 26 anos, sua fortuna já está em 6,9 bilhões de dólares.
O filme chama-se “A Rede Social” e estreia no Brasil neste final de semana. Narra desde a inocência do início da criação do site nos dormitórios de Harvard, até o fim da amizade dos seus dois principais fundadores: o brasileiro Eduardo Saverin, também estudante em HaRvard, e Zuckerberg. Quando o site começou a crescer, Eduardo acusou o ex-parceiro de tê-lo passado para trás, diminuindo sua correta participação acionária. Entrou na justiça, que obrigou Zuckerberg a incluir o nome do brasileiro na definição oficial da criação do Facebook.
O filme deve atrair milhares de pessoas por aqui, pois essa história mexe com a rotina dos 6 milhões de usuários brasileiros do Facebook. Esse número de usuários pode parecer grande, mas é pequeno perto dos 52 milhões de usuários do Orkut no Brasil (sim, 52 milhões!). Mas há um porém: enquanto o Facebook registrou um acréscimo de 200% em usuários em nosso País nos últimos meses, o Orkut obteve apenas 6%, e a perspectiva é que em breve o Facebook possa até ultrapassar o Orkut (o que já aconteceu na Índia, onde o Orkut também reinava).
Eu mesmo tenho muitos conhecidos que recentemente realizaram “orkuticídio” (ato de se excluir definitivamente do Orkut) e ficarão apenas no Facebook. Motivos para essa mudança de rumo no Brasil? Primeiro, é que o Facebook é a maior rede social no mundo. E se o objetivo de uma rede social é integrar pessoas, quanto maior a rede, maior a chance de ela atingir seu objetivo principal. O segundo é que, em algum momento, passou a ser “legal” alguém estar no Facebook, uma rede até então prioritariamente “estrangeira”, e isso passava uma idéia de “exclusividade” entre os brasileiros que aderiam ao Facebook. Esse mesmo pensamento acabou gerando um sentimento de vulgarização do Orkut.
Interessante notar que, de tempos em tempos, os EUA conseguem formar algum gênio da informática como Zuckerberg: Bill Gates e sua Microsoft, Steve Jobs e a Apple, Page e Brin do Google, todos capazes de atrair bilhões para suas empresas e, consequentemente, para seus países e cidades. Mas eles não tardam por esperar: com o brasileiro Eduardo Saverin, já beliscamos o Facebook, e uma hora chegará a nossa vez de entrar para esse grupinho de bilionários da computação!
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